● Elizeu Pires

“Mais que eleger o deputado Douglas Ruas para um mandato-tampão, o bloco que não sobrevive sem espaço no governo quer é resolver logo o problema, para que o governador em exercício, o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, não tenha tempo de mudar muita coisa por lá”.
Este é o entendimento de muita gente na Assembleia Legislativa, principalmente dos que defendem voto fechado, o prazo de desincompatibilização de seis meses e, agora, a eleição direta, suscitada pelo ministro Alexandre de Moraes encampada por outros três julgadores do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem até o final desta segunda-feira (30) para concluir o julgamento que ocorre em sessão virtual.
Antes de deixar o cargo o agora ex-governador Claudio Castro tomou várias iniciativas e pelo menos uma delas já caiu. A presidente em exercício do TJ, desembargadora Suely Lopes Magalhães, derrubou o decretaço, através do qual Castro inflou de poderes a Secretaria da Casa Civil. Os deputados que querem Ruas no governo de imediato, segundo alguns oposicionistas, estariam querendo manter o ritmo implantado pelo ex-governador.
Desembargador continua – Além da decisão que derrubou o super decreto, a presidente em exercício do TJ anulou a sessão realizada a toque de caixa pela Alerj no dia 25 para eleger Ruas à presidência da Casa, para este assumir logo o governo, interinamente é claro.
Anulada a eleição de Ruas, a Alerj mergulhou num mar de incerteza, que ganhou ainda mais profundidade com uma decisão proferida sexta-feira (27), em outro recurso, a Reclamação 92644, pelo ministro Cristiano Zanin, que determinou a suspensão de eleições indiretas até que o plenário do STF analise o assunto, o que só deverá acontecer na segunda quinzena de abril.