● Elizeu Pires

Com empate de 1 x 1, volta a julgamento nesta quinta-feira (9), no Supremo Tribunal Federal o processo que vai decidir se a votação para o mandato-tampão no Rio de Janeiro será direta ou indireta, ou ainda se o governador em exercício, desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, fica no cargo até as eleições de outubro.
O julgamento começou ontem (8), mas foi paralisado depois dos votos dos ministros Cristiano Zanin e Luiz Fux. Zanin se manifestou por eleição direta e Fux defende votação indireta, com deliberação do plenário da Assembleia Legislativa e voto secreto.
Fux entendeu que a condenação do ex-governador Cláudio Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) obriga a realização de eleição indireta. “Seria inconcebível que, no espaço de seis meses, a população fluminense fosse convocada para duas eleições, com enorme custo financeiro para Justiça Eleitoral, em torno de R$ 100 milhões, além da notória dificuldade operacional”, justificou o ministro.
No dia 23 de março, o ex-governador Cláudio Castro foi condenado à inelegibilidade pelo TSE. Em função da condenação, o tribunal determinou a realização de eleições indiretas para o mandato-tampão, mas o PSD recorreu ao STF pleiteando votação direta, por entender que a renúncia de Castro, um dia antes do julgamento que o condenou foi uma manobra forçar a realização de eleições indiretas.