Seria medo, Paes?

● Elizeu Pires

“Para quem é dado como favorito na disputa pelo governo, ele está mostrando mesmo é insegurança, medo”.

A afirmação é de uma “raposa felpuda” da política fluminense, ao analisar a insistência do grupo do ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, em querer impor sua vontade, primeiro brigando na Justiça contra a eleição indireta para o mandato-tampão, depois tentando evitar a escolha do novo presidente da Alerj, e por último ameaçando boicotar a votação se o rito não fosse mudado para voto secreto, o que não funcionou.

A judicialização, para este e muitos outros observadores, revelaria apenas uma coisa: Eduardo Paes – aquele que sempre olhou os adversários com desdém, estaria é com medo do pré-candidato do PL, Douglas Ruas.

É que uma vez presidente da Alerj, Ruas deve assumir o governo interinamente, assim que o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir sobre as regras da eleição para o mandato-tampão, em julgamento no qual o placar está em 4 x 1 pela eleição indireta, com votação aberta, temor maior do grupo de Paes, que entende que isto beneficiaria Ruas se este for candidato.

Não precisa ser nenhum especialista para enxergar nesta coisa toda, na judicialização de uma questão interna corporis, o medo de Paes diante da possibilidade de ter como adversário nas urnas em outubro aquele que estiver pilotando a máquina administrativa estadual.