
Políticos votados na cidade em 2010 não ajudaram em nada, mas estão se achando…
Com cerca de 40 mil eleitores aptos a votar este ano, o município de Guapimirim – pelo menos internamente nas legendas – já está sendo alvo de políticos de fora, de gente que só se lembra da cidade em período eleitoral, mas que agora se mostra apaixonada pelo lugar. Muitos desses são “importados” por vereadores, que se acham senhores da vontade dos eleitores locais. Nas eleições de 2010 Guapimirim tinha um universo de 34.820 votantes, 28.141 deles compareceram às urnas e os candidatos mais votados na cidade foram o hoje prefeito de Magé, Nestor Vidal (5.480 votos) e o empresário Jocelito Pereira de Oliveira, o Zelito Tringuelê (6.126), ambos com alguma relação com o município. Passados quatro anos, Zelito se prepara para mais uma disputa por uma vaga na Alerj, mas, mais do que ser deputado, ele quer mesmo é suceder o prefeito Marcos Aurélio Dias, que, entretanto, deverá apoiar candidatos de fora para deputado federal e estadual.
Com base eleitoral no norte fluminense, o deputado estadual João Peixoto foi o único a ser eleito pelo PSDC em 2010. Teve 33.203 votos no geral e apenas dois em Guapimirim, mas agora está apostando numa parceria com o prefeito da cidade para conseguir pelo menos uns 1,5 mil votos dessa vez. Peixoto tem sido o “cicerone” de Marcos Aurélio pelos gabinetes do governo do estado na busca de ajuda para o município, que precisa mesmo de um deputado para chamar de seu.
Dos 70 membros da Assembleia Legislativa somente João tem se movimentado para ajudar a cidade, mas a lista de políticos de olho no cerca de 40 mil votos locais é grande. Tem “olho grande” de várias legendas e ideologias, mas uns se sentem mesmo com direito aos votos de Guapimirim: Rafael Picciani, Aristeu Raphael Lima, Edino Fonseca, Samuel Correa, Marcos Abrahão, Samuel Malafaia, Nilton Salomão, Iranildo Campos e Edson Albertassi tiveram bastante votos no município em 2010, não se lembram da cidade nem em seus discursos, mas, este ano, com certeza, vão aparecer para buscarem aquilo que acham que lhes pertence.
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