● Elizeu Pires

A Operação Preço do Poder, realizada pela Polícia Civil na última sexta-feira (21), em Japeri, no âmbito de inquérito que investiga um suposto esquema de corrupção para garantir na Câmara de Vereadores votos suficientes para afastar de seus cargos a prefeita Fernanda Ontiveros e o vice Carlos Januário, trouxe à tona muito mais que a suposta de uma oferta de a de R$ 400 mil ao vereador Matheus Ferraz (PT), que nega ter existido, e a revelação de que haveria prints de mensagens do vereador pedindo ajuda financeira a um assessor governo, o que Matheus também nega: estão sendo investigadas algumas nomeações para função com salário de cerca de R$ 10 mil.
A estrutura da Câmara de Vereadores do município mais pobre da Baixada Fluminense conta com 29 cargos efetivos, mas destes apenas 15 estão preenchidos por pessoal concursado, servidores que põe a máquina funcionar (com salários que vão de R$ 1.897,56 a R$ 6.179,59), e custam pouco mais de R$ 58 mil por mês.
O gasto maior com pessoal é relacionado aos vencimentos dos ocupantes de cargos comissionados, R$ 140 mil mensais. Na folha de pagamento do mês de julho, por exemplo, constam 11 assessores parlamentares com salário de R$ 1.621,00, sete assessores especiais com vencimento de R$ 10.100, mais os comissionados da área administrativa da Casa (procurador, diretor de controle interno, coordenado administrativo, assistente de procuradores assessor técnico do presidente), cujos vencimentos variam entre R$ 4.337,25 e R$ 13.318,20).
Entre os nomeados em cargos comissionados está Carlos Alexandre Nascimento Silva, o Neném, que aparece com salário R$ 1.621,00 e consta como assessor parlamentar do vereador José Carlos de Souza. Ele foi um alvos da Operação Preço do Poder e na casa dele a Polícia Civil apreendeu três pistolas e aparelhos de telefone celular. Neném é citado nas investigações como intermediador das supostas negociações.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria
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