Tricano prepara retorno indireto ao poder em Teresópolis

Mário Tricano acha que tem cacife suficiente para bancar o jogo eleitoral

Ex-prefeito tem na ficha suja seu maior empecilho, mas candidatura de filha pode ser o desvio para ele voltar ao governo

Dono da preferência dos eleitores de Teresópolis nas eleições municipais de 2012, quando obteve 45,59% dos votos, contra 41,78% do prefeito reeleito, Arlei Rosa (PMDB), o ex-prefeito Mario de Oliveira Tricano (PP), conhecido nos meios do jogo do bicho como “Marinho”, já estaria com seu esquema para 2016 montado. Considerado inelegível até 2020, ele pretende lançar a filha, Valéria Tricano para concorrer ao mandato de prefeito, por conta de uma força eleitoral que ele ainda julga ter, mas que não se confirmou nas urnas no ano passado, quando os candidatos a deputado apoiados por ele não tiveram a votação esperada: Simão Sessim (federal) somou 1.886 votos e Farid Abrão (estadual) 163. A votação de Farid, por exemplo, foi vergonhosa diante dos resultados obtidos por candidatos desconhecidos na cidade como Sônia Sthoffel, que lá contou 2.270 votos para deputada estadual pelo PRB.

No pleito de 2012 Mário foi orientado a substituir sua candidatura lançando a filha enquanto havia prazo legal para isso, mas não acatou os conselhos, pagou para ver e disputou sob recurso e acabou não tendo os votos validados pela Justiça Eleitoral, que havia impugnado o registro dele. Dessa vez, revela um aliado, ele vai fazer uma consulta para ver se existem chances de o seu nome passar pela Justiça como candidato e se constatar a inviabilidade, vai lançar direto a filha.

Além da filha de Mário Tricano, quem também deverá disputar a Prefeitura é o quarto suplente de deputado estadual pelo PT, Nilton Salomão e o ex-vereador José Carlos Faria, atualmente secretário de Governo em Magé. Já no segundo mandato seguido, o prefeito Arlei Rosa ainda não escolheu um nome para apoiar, mas deverá fazê-lo até março de 1016.

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