Crise provoca caos na saúde da Baixada Fluminense

No Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita a capacidade de atendimento está bastante reduzida

Duas unidades já fecharam e pelo menos outras três podem paralisar atendimento. Alguns municípios estão há há oito meses sem os repasses para as UPAs

O fechamento do Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, que desde a última segunda-feira deixou de receber pacientes que não estejam em estado de emergência, não é o único fato negativo no setor de saúde na Baixada Fluminense. O Hospital Infantil de Belford também fechou as portas e a crise está afetando de forma intensa o Hospital Geral de Nova Iguaçu, o Hospital da Posse e a Maternidade Mariana Bulhões, no mesmo município. Além disso, as dificuldades já bateram às portas do Hospital da Mãe, em Mesquita, que, segundo fontes ligadas à direção, está com a capacidade de atendimento reduzida, por falta de recursos. Os repasses dos governos federal e estadual para o setor sofreram quedas de até 30% e há casos em que os recursos destinados às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) não chegam desde abril. Por conta disso os municípios – que estão sendo obrigados a assumir os custos sozinhos – planejam devolvê-las para a Secretaria Estadual de Saúde que, por sua vez, se recusa a recebê-las.

Projetadas para desafogar os hospitais públicos, oferecendo o atendimento médico imediato, as UPAs tem três fontes de financiamento, os governos federal, estadual e municipal, mas por conta da crise econômica que afeta o pais, a corda está arrebentando no lado mais fraco, os municípios. Cada unidade custa em média, dependendo do porte, entre R$ 1,5 milhão R$ 2 milhões por mês e os prefeitos estão cobrando do governo estadual a mesma atenção dada pela Secretaria de Saúde ao município de Queimados, onde 75% das despesas são cobertas pelo estado. “Aqui em Belford Roxo estamos aguentando o tranco sozinhos, mas vai chegar a hora que não teremos mais o que fazer. Estamos arrecadando R$ 7 milhões a menos por mês e há oito meses que não recebemos os repasses para ajudar na manutenção da UPA do bairro Bom Pastor”, diz prefeito Dennis Dauttmam.

Em Nova Iguaçu a coisa está tão feia que o Hospital da Posse, segundo médicos socorristas que atendem, ao longo da Rodovia Presidente Dutra, está retendo as macas das ambulâncias da concessionaria Nova Dutra que chegam com vítimas de acidentes, para usá-las como camas. A crise no setor de saúde do município de Nova Iguaçu vai além do Hospital da Posse. Afeta as unidades básicas e os pequenos postos dos bairros periféricos, nos quais tem faltado médicos e medicamentos. Além disso tem paciente esperando há seis meses por um simples exame e mesmo assim o secretário Luiz Antonio Teixeira Filho foi escolhido para comandar a Secretaria Estadual de Saúde.

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Comentários:

  1. Bom dia,
    o prefeito e o secretario de saúde de Magé devem esta fazendo magica para manter a saúde do nosso município, pois pelo que estou vendo estamos bem melhores que os outros municípios
    e certo que temos problemas sem duvida mais as noticias do estado e dos municípios vizinhos
    são desoladoras vamos torcer para que eles consigam manter da forma que está ou melhorar.

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