Alvos da Operação Teatro Invisível vão responder criminalmente

A primeira audiência está marcada para o dia 19 de junho

● Elizeu Pires

Em setembro de 2024 agentes da PF usaram carro blindado na operação contra o grupo agora denunciado criminalmente – Foto: Reprodução

A Justiça decidiu que um grupo de 11 pessoas denunciadas por um suposto esquema de disseminação de notícias falsas durante a campanha eleitoral de 2024 em São João de Meriti vão responder criminalmente. A primeira audiência está marcada para o dia 19 de junho.

O grupo foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), sob a acusação de atuar para favorecer o deputado estadual Valdecy da Saúde (PL), que disputou a Prefeitura de Meriti e foi derrotado logo no primeiro turno pelo também deputado estadual, Leo Vieira (Republicanos).

Pelo que está na denúncia o grupo vai responder pelos crimes de associação criminosa; divulgação de fatos inverídicos na propaganda eleitoral; calúnia eleitoral e difamação eleitoral.

Atuação da PF – Teatro Invisível é o nome dado pela Polícia Federal por ela realizada no dia 12 de setembro de 2024, para cumprir quatro mandados de prisão e  15 busca e apreensão contra um grupo que, além de Meriti, teria atuado em Araruama, Belford Roxo, Cabo Frio, Carapebus, Guapimirim, Itaguaí, Itatiaia, Mangaratiba, Miguel Pereira, Paracambi, Paraty e Saquarema.

Naquele dia foi preso o então presidente do diretório municipal do União Brasil em São João de Meriti, Bernard Rodrigues Soares. Ele foi apontado como um dos cabeças do grupo que operava com a propagação de notícias falsas para tentar influenciar no resultado das eleições municipais.

Também foram presos na operação Roberto Pinto dos Santos, André Luiz Chaves da Silva e Ricardo Henriques Patrício Barbosa.

Na época a PF informou que o esquema vinha funcionando desde 2016, e o que teria sido iniciado na Baixada Fluminense se alastrou para outras regiões: “As investigações revelaram que a organização criminosa, por meio de seus líderes – que já chegaram a ocupar funções públicas em diversas cidades do RJ -, desenvolveu um sofisticado e lucrativo esquema baseado na contratação de pessoas com o objetivo de influenciar no processo eleitoral de diversos municípios”.

*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria

Matérias relacionadas:

PF deflagra operação contra organização voltada à propagação de informações falsas contra políticos

Além de Meriti, grupo preso pela PF estaria operando em Araruama, Belford Roxo, Cabo Frio; Carapebus, Guapimirim, Itaguaí, Itatiaia; Mangaratiba, Miguel Pereira, Paracambi, Paraty e Saquarema

Preso na Operação Teatro Invisível era conhecido como marqueteiro na Baixada e já foi secretário em Mangaratiba