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17/10/2026 - 00:01

MEC investirá mais R$ 10 milhões no Museu Nacional da UFRJ

O Ministério da Educação (MEC) visitou nesta semana a reforma do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante a agenda, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou o investimento de mais R$ 10 milhões para dar continuamento aos trabalhos de recuperação do espaço. A instituição passou por um grande incêndio em 2018 e, desde então, está em obras para restaurar parte do acervo que foi perdido e reconstruir as estruturas que ficaram danificadas. Entre 2023 e 2026, o MEC investiu outros R$ 68 milhões no museu, que agora recebem esse incremento.

MEC
A instituição histórica perdeu grande parte de seu acervo e da sua estrutura em decorrência de incêndio ocorrido em 2018. Nesta gestão, pasta investiu outros R$ 68 milhões para recuperação do espaço – Foto: Reprodução

 “Nós já investimos quase R$ 70 milhões e precisamos dar continuidade a esse processo de reconstrução desse patrimônio que é tão importante para a sociedade brasileira”, afirmou Barchini. “A gente vai disponibilizando os valores de acordo com a execução da obra e dos problemas que vão aparecendo, como é o caso da cisterna que paralisou as obras e exigiu mais recursos. Por isso, nos anunciamos hoje um repasse de R$ 10 milhões. Então, não mediremos esforços para garantir que esse patrimônio nacional possa ser totalmente reconstruído”

A comitiva visitou os módulos laboratoriais anexos do Museu Nacional, destinados ao suporte direto às atividades acadêmicas de pós-graduação e às pesquisas avançadas de reconstrução e catalogação de acervos da instituição.

 São atendidos os programas de stricto sensu de antropologia social, arqueologia, botânica, linguística e línguas indígenas, zoologia e geociências, e os programas lato sensu de geologia do quaternário, gramática gerativa e estudos de cognição e línguas indígenas brasileiras.

Contexto – Em setembro de 2018, ano em que a instituição completava 200 anos de história, um incêndio de grandes proporções atingiu o Paço de São Cristóvão, espaço que abrigava a maior parte do acervo do museu, destruindo cerca de 85% dos 20 milhões de itens preservados no local. Foram perdidos documento, livros, coleções fósseis, mobiliários do primeiro reinado e peças herdadas da família imperial. Além dos itens, o fogo também arruinou salas de aula, laboratórios, computadores e a fachada histórica do museu.

Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o museu guardava o maior acervo de história de ciência natural da América Latina e funcionava como uma importante instituição de pesquisa científica, trabalho este que segue ativo com acadêmicos produzindo e divulgando conhecimento. Graças ao trabalho das equipes que se dedicaram ao Núcleo de Resgate de Acervos, inúmeras coleções puderam ser recuperadas, parcial ou inteiramente.

Investimentos – O MEC tem garantido repasses destinados à reconstrução e modernização do Museu Nacional. De 2023 até junho de 2026, as dotações orçamentárias do Governo do Brasil ultrapassam a marca de R$ 67,7 milhões. Foram investidos aproximadamente R$ 17,9 milhões em 2023; R$ 30,5 milhões em 2024; R$ 14,3 milhões em 2025; e mais de R$ 5 milhões já garantidos na dotação atualizada de 2026.

Desse montante total de R$ 67,7 milhões, R$ 41,7 milhões foram destinados à reconstrução e modernização do Museu Nacional; R$ 11,2 milhões para o funcionamento, manutenção e conservação da unidade; e R$ 14,8 para fins diversos de readequação do espaço.

(Via Ascom/Mec)