● Elizeu Pires

Desde agosto de 2024 que o elizeupires.com vinha alertado sobre os riscos de que uma novela de muito mau gosto – encenada em Itatiaia nas eleições de 2020 – viesse a ter um remake em Itaguaí, e foi o que aconteceu.
Mesmo sabendo que estava inelegível e que recurso jurídico algum mudaria sua situação, o então prefeito, Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão, insistiu em concorrer a um terceiro mandato. Também não por falta de aviso, os eleitores da cidade votaram nele, que teve votação suficiente para ser declarado eleito. Dessa forma Rubão conseguiu o intento de tumultuar o processo eleitoral, judicializando o pleito, embora não tivesse chance alguma de sair vitorioso nos tribunais.
Repetiu-se então vergonhosa atuação de Eduardo Guedes, o Dudu, que encenou um triste papel em 2020. Ele era presidente da Câmara de Vereadores de Itatiaia, no Sul Fluminense, quando o prefeito Luis Carlos Ypê e seu vice tiveram os mandados cassados pela Justiça Eleitoral. Isso ocorreu em junho de 2016. Em 6 de julho Guedes assumiu a Prefeitura e concorreu a prefeito no exercício do mandato. Venceu a disputa em novembro daquele ano e se enquadrou na condição de inelegível para o pleito de 2020, no qual concorreu amparado por uma liminar. Assim como Rubão, Guedes impetrou vários recursos e a eleição suplementar só aconteceu em março de 2022.
Em 2024 o então prefeito de Itaguaí seguiu o script de Dudu e embolou tudo. Impedido de tomar posse passou a lutar na Justiça por algo que sempre soube que não tinha direito. Na terça-feira (23), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu tirar o processo da gaveta e fez o que tinha de ter sido feito há muito tempo: autorizou a realização de eleição suplementar, o que cabe ao TRE-RJ agendar.
Na cidade, o que se espera é que Rubão tenha acordado para a realidade e não volte a provocar mais nenhum tumulto.
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