● Elizeu Pires

A decisão do Progressistas de não indicar novo nome para compor a chapa do pré-candidato a governador do PL, Douglas Ruas, evidenciou o que já estava sendo desenhado há mais de uma semana: nada de apoio ao presidenciável Flávio Bolsonaro e nada de aventura com Ruas, em cuja viabilidade só mesmo seu marqueteiro e uma meia dúzia de bolsonaristas ainda parecem acreditar.
O PP fluminense havia anunciado o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa como vice, mas esse desistiu da missão. Agora o PP decidiu que vai seguir o que a direção nacional sinalizou: neutralidade, mas seus candidatos a deputado estão liberados para apoiar quem bem entenderem, e o mesmo caminho já está sendo seguido pelo União Brasil, que está ligado numa federação com o Progressistas.
Com esse posicionamento quem deve estar sorrindo de orelha a orelha é Anthony Garotinho, que neste sábado (25), terá candidatura homologada pelo Republicanos.
Ele que vinha sendo visto por alguns como uma espécie de linha auxiliar para Ruas, pode ser o grande beneficiado pelo esvaziamento da candidatura de Douglas, uma vez que uma pesquisa de intenção de votos divulgada esta semana pelo instituto Gerp o mostra em segundo lugar, com 10% da preferência dos eleitores, um ponto à frente de Ruas, distância muito pequena, mas suficiente para animar uma turma que usa o coração em vez de usar a razão.
O levantamento do Gerp – que está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o nº RJ-02209/2026 – foi feito entre os dias 13 e 15 de julho – confere 40% das intenções de votos ao candidato do PSD, Eduardo Paes, que deverá ser o maior alvo dos ataques de Garotinho.