● Elizeu Pires

Em fevereiro, quando Anthony Garotinho apareceu com 14,2% numa pesquisa de intenção de votos (100% Cidades/Futura, registrada no TSE sob o número 08419/2026), o partido Democracia Cristã escancarou as portas para ele, que desdenhou a oferta, talvez pelo tamanho da legenda.
Na semana passada (sábado, 25), o mesmo Garotinho anunciou que teria como vice um filiado ao DC, o coronel aposentado da Polícia Militar, Venâncio Moura. Não vai não.
É que o Democracia Cristã confirmou, ontem (27), em sua convenção o que todos no universo político do Rio de Janeiro já sabiam: vai apoiar, com sua nominata de candidatos a deputado, o nome do PSD, Eduardo Paes.
Com isso dançaram Wilson Witzel (que queria ser o candidato do DC a governador), Venâncio Moura, e Garotinho terá de arrumar outro vice.
Preocupação no PSD – Se o apoio do DC tira o vice anunciado pelo candidato do Republicanos, Garotinho acaba com a tranquilidade do pessoal de Eduardo Paes, que já não estaria apostando mais em vitória logo no primeiro turno.
Antes da pesquisa Quaest divulgada segunda-feira (27) tudo era festa no entorno de Eduardo Paes, que ganharam um motivo de preocupação: Garotinho aparece no levantamento (registrado na Justiça eleitoral sob os números BR-07670/2026 e RJ-02671/2026) com 10%, dividindo o segundo lugar com o nome do PL, Douglas Ruas.
Além disso o entorno de Paes sabe que debater com Douglas Ruas e outra bem diferente é enfrentar a metralhadora de Garotinho.
Matéria relacionada:
Depois da escolha de Eduardo Paes pela família Reis, na Baixada já se fala em Garotinho para governador e o DC escancarou as portas para ele