Urnas mostram quem tem mesmo voto em Belford Roxo
Resultados de domingo consagraram Canella que, de quebra, conseguiu eleger Antonio Rueda
● Elizeu Pires
O resultado extraído das urnas nas eleições de domingo (4), para alguns analistas, mostra que o ex-prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Carneiro, o Waguinho, agora no Republicanos, já não tem mais nem 10% da força eleitoral que concentrava no tempo em que tinha como principal aliado o grande vencedor de agora, Marcio Canella (União), que além de encerrar o dia como o segundo deputado estadual mais votado no estado do Rio de Janeiro, com 197.178 votos, empurrou para a Câmara dos Deputados, Antonio Rueda, que nunca havia pisado em Belford Roxo até as eleições municipais de 2024,

Os números de domingo falam por si: candidato a senador, Waguinho tem em Belford Roxo 17.088 votos, Canella somou 133.956, e deu para Rueda, no município, 93.874, enquanto o ex-prefeito e os seus candidatos enfrentaram o rigor da rejeição, sendo, para ele, mais sentida, a derrota da esposa, a deputada federal Daniela do Waguinho (mais votada no estado em 2022), que teve apenas 8.809 votos em sua cidade de origem.
“Sucessor” reprovado – Homem forte na gestão Waguinho na Prefeitura de Belford Roxo, Leandro Farias Lira, conhecido como Leandro Bross, foi lançado a deputado estadual pelo ex-prefeito, que até lhe emprestou o apelido. Leandro já estava sendo visto no grupo como sucessor com vistas às eleições de 2028, o que as urnas apuradas domingo parecem desaconselhar, pois a votação dele na antiga Cidade do Amor foi inexpressiva.
O agora Leandro do Waguinho até conseguiu o mandato de deputado estadual. Foi o segundo mais votado de seu partido, o Republicanos, com 49.013 votos, sendo apenas 6.131 em Belford Roxo.
Fiel escudeiro – Canella atravessou verdadeiro fogo cruzado na campanha deste ano, enfrentou problemas jurídicos que por pouco não resultaram no indeferimento de sua candidatura, mas enquanto tentava se manter de pé, pode contar com uma equipe de apoiadores que nunca o deixou só.
E, justiça seja feita, na linha de frente está alguém que muitos queriam ver pelas costas, mas este seguiu em frente carregando o piano escada acima. Trata-se de Eduardo Magalhães, que trabalhou muito por trás das cortinas para que o espetáculo acontecesse.
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