E as profecias e orações não funcionaram de novo, não é servidores do ‘deus’ Bolsonaro?
● Elizeu Pires
A exemplo do que aconteceu nas eleições de 2018 e 2022, grande parte das igrejas evangélicas foi transformada em comitê político. A Bíblia foi substituída pela cartilha da extrema direita, e o discurso que deveria ser pautado no amor ao próximo e nos ensinamentos de Jesus, deram lugar à propagação do ódio contra aqueles que ousaram recusar a imposição dos pastores e ignoraram as ameaças do tipo “quem votar na esquerda estará em pecado, vai para o inferno, pois se colocará contra a vontade de Deus”.

Não funcionou. Como ocorreu em 2022, este ano o candidato escolhido pelo Deus da Bíblia perdeu. E feio, jogando por terra (para usar uma expressão comum aos evangélicos) as profecias das pitonisas e pítias que se apresentam o tempo todo como “ungidos” do Senhor.
Na verdade, templos foram transformados em circo, tal a pantomima de pastores e pastoras, que nem ficaram com o rosto corado quando afirmaram para um plateia de inocentes úteis que Deus lhes havia mostrado a vitória de Flávio Bolsonaro.
Para vergonha destas igrejas e seus pastores, o “escolhido” da vez tomou um sacode nas urnas, e se os líderes destes templos que imputaram a Flávio uma unção especial se dessem ao trabalho de ler alguma coisa além dos trechos marcados de suas bíblias, teriam visto quem o “escolhido” realmente é, e não estariam passando pela vergonha que agora são obrigados a carregar.
Mas tudo bem. Quatro anos passam rápido e logo o Deus deles vai lhes mostrar outro escolhido para apresentarem aos fieis que lhes sustentam com dízimos, audiência e obediência cega.