Prefeita de Belford Roxo parece mais perdida que cego em tiroteio, dizem por lá
● Elizeu Pires
Há seis meses no cargo a prefeita de Belford Roxo, Mariana Malta (União Brasil), “está mais perdida que cego em tiroteio” e quem diz isto nem adversário político é. O pensamento é de lideranças comunitárias, vereadores e pessoas que deram sangue, suor e lágrimas durante a campanha eleitoral de 2024, e hoje assistem, impotentes, demissões de profissionais de várias área, como médicos que atuavam na rede desde a instalação do ex-distrito de Nova Iguaçu como município, em 1992.

Oriunda de Volta Redonda, Mariana foi levada para Belford Roxo pelo então deputado estadual Marcio Canella, unicamente para compor a chapa como vice. É como se tudo estivesse preparado assim: com ela vice, Canella teria um ano para prepará-la para conduzir o município, e depois, como o fez, poderia renunciar o mandato de prefeito, entregar o governa a ela e ir tranquilo disputar as eleições.
Quanto às eleições a coisa deu certo, tanto que ele é foi o segundo mais votado no estado para deputado estadual. mas em relação ao resto as coisas estão muito complicadas.
“Temos uma prefeita que parece não saber o que fazer. A relação com a Câmara de Vereadores é péssima, ninguém se entende no governo e ela não ouve ninguém. O despreparo é real, e por conta disto a vaca está indo para o brejo com bezerro e tudo”, diz um experiente político local, lamentando por dias difíceis para o município.
Saúde ruim – Comandada por um advogado de Duque de Caxias, Eduardo Feital, a Secretaria de Saúde é uma das pastas que mais deixa a desejar. Isto apesar dos recursos garantidos todos os meses. Só do Fundo Nacional de Saúde (FNS), sem contar as transferências estaduais e os recursos de eventuais emendas, o Fundo Municipal de Saúde (FMS) recebeu entre janeiro e outubro deste ano R$ 273 milhões, sendo R$ 185,6 milhões para atenção de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar.
Porém, apesar de os repasses estarem em dia, fornecedores e prestadores de serviços penam para receber suas faturas. Há empresas que estariam há quatro meses sem ver a cor do dinheiro, o que é péssimo para um município que tem as maiores unidades sob gestão terceirizada.
“Para quem está de fora do governo tudo parece a mil maravilhas, mas o descontentamento é geral. Creio que será muito difícil alguns secretários fecharem o ano, pois o cima interno estabelecido, infelizmente, passou a ser de desconfiança e insegurança”, diz outro observador.
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