● Elizeu Pires

Gente próxima ao poder diz que cada conferida que a Polícia Federal dá nos celulares apreendidos com o ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, e com o desembargador Macário Júdice Neto, estaria mexendo com os nervos de alguns membros da Casa e de detentores de mando em algumas esferas.
Na Assembleia Legislativa, onde o clima passou a ser de tensão a partir de 3 de dezembro, dia da prisão do segundo homem mais poderoso do estado do Rio de Janeiro – que as vezes demonstrava se achar bem mais forte que o primeiro –, houve certo alívio durante o período de festas, mas a aposta é de que o tensionamento venha aumentar na segunda quinzena de janeiro.
A tranquilidade mesmo, apostam nos ambientes de poder, só deverá acontecer após as eleições quando, se espera, terá sido renovada em grandes proporções, a formação da Casa.
A chamada “Tropa do Bacellar” que faz um barulho danado no Parlamento fluminense, segundo algumas avaliações, poderá ser a mais afetada nas urnas. Apesar da polarização, avaliam alguns observadores, “o eleitor fluminense já teve tempo mais que suficiente para perceber que gritos, insultos, pés na porta e socos na mesa, não resultam em nada de bom para a população”.