Depois de derrota no STF e com ele já perdendo de 2 a zero no TSE, espera-se que Rubão pare de tumultuar o processo sucessório em Itaguaí

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução

Não foi por falta de aviso que o ex-prefeito de Itaguaí, Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão (foto), insistiu em disputar as eleições de 2024. Ele sabia que já se encontrava inelegível e que concorrendo sub judice poderia até ser o mais votado, mas jamais seria declarado eleito. Foi o que aconteceu: teve votação suficiente para ser considerado reeleito, mas não tomou posse, porque a Constituição veda um terceiro mandato consecutivo

Insatisfeito com o fato de que sua votação não fora levada em conta, entrou com vários embargos de declaração e até conseguiu uma liminar que lhe permitiu sentar na cadeira por quase cinco meses. Na semana passada, por cinco votos a zero, ele teve o recurso impetrado para tentar manter a tal liminar rejeitado pelos ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com tal resultado, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – onde Rubão já conta com dois votos contrários – não tem mais como adiar a continuidade de um julgamento que era para ter sido finalizado há muito tempo, mas foi paralisado por seguidos pedidos de vistas.

Agora, o que se espera, é que o ex-prefeito reconheça sua condição de inelegível e pare de tumultuar o processo sucessório, para que a inevitável eleição suplementar para escolha de prefeito e vice seja logo marcada e transcorra dentro da republicana normalidade.