● Elizeu Pires

Segundo pessoas próximas, os dias do governador Claudio Castro (foto) nunca foram fáceis. O agora presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar, não dava um momento de folga. Era pressão o tempo todo, e só Deus e as paredes do Palácio Guanabara sabem quanto Castro teria sofrido com o ex-rei da cocada, que o deixou numa sinuca de bico danada: o caso Cefet, escândalo que gerou o processo que deverá ser julgado em março no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Bacellar perdeu a pose e a condição de pressionar, mas agora tem os caciques do PL, que querem dizer a Castro o que fazer, como fazer e a hora em que a coisa terá de ser feita. Exigem que o governador retire o nome do chefe da Casa Civil, Nicola Miccione, para a eleição indireta, e apoie Douglas Ruas, e até estariam pensando em Marcelo Crivella para senador se assim não for.
Em pesquisa divulgada no dia 9 deste mês, registrada no TSE com o número RJ-08419/2026, instituto Futura Inteligência aponta Castro com 41,2% para senador, seguido de Benedita da Silva, em empate técnico com Crivella, e estaria sendo o ex-prefeito do Rio o mais forte instrumento de pressão contra o governador, que já teria recebido um prazo para se decidir: até o fim de fevereiro.
Se se acham fortes demais para mandar na vontade de Castro, os donos do PL estão esquecendo de uma coisa: Dr. Luizinho, maior nome do PP no estado e um dos 10 deputados mais influentes em Brasília, já escancarou as portas do partido e tem um tapete especial pronto para recebê-lo.