● Elizeu Pires

A chamada “Tropa do Bacellar”, segundo alguns parlamentares de oposição, teria tudo a ver com os atropelos verificados na sessão que acabou anulada pelo Tribunal de Justiça. A pressa em eleger ontem (26) o deputado Douglas Ruas (PL) presidente da Assembleia Legislativa, na ótica de alguns membros da Casa, teria sido para tirar logo o presidente do TJ, desembargador Ricardo Couto, do posto de governador interino, antes que ele faça a limpa na estrutura, como aconteceu com o decretaço de Claudio Castro, que encheu de poderes a Secretaria da Casa Civil, anulado por decisão judicial.
Agora a “tropa” estaria indo para cima de dirigentes partidários e prefeitos, pressionando-os a agir contra os parlamentares que não votarem em Ruas na eleição indireta para governador. que deverá acontecer em abril. Já começou a ser ouvida, por exemplo, a ameaça de que quem votar em outro candidato não terá legenda para disputar a reeleição.
Se a pressão vai funcionar ninguém sabe. Até porque está acontecendo em sessão virtual do STF o julgamento daquele recurso contra as mudanças feitas pela Alerj nas regras da votação indireta e, ao que tudo indica, deverá prevalecer o prazo de 24 horas para desincompatibilização, mas será derrubado o voto aberto. O placar atual é de quatro a zero pelo voto fechado e três a um pela manutenção das 24 horas de prazo para a desincompatibilização.
E é ai que estaria morando o perigo, pois mantido o prazo de 24 horas o ex-presidente da Casa, André Ceciliano, entra no páreo e com chances aumentadas pelo voto secreto.