Além da prisão preventiva, Justiça decretou também o afastamento do prefeito e dois vereadores de Japeri

Caso o prefeito Carlos Moraes Costa, o Carlinhos Japeri, não consiga reverter sua situação, obtendo uma liminar no Tribunal de Justiça, o vice-prefeito Cesar Melo vai assumir a Prefeitura. O mesmo acontecerá em relação à Câmara de Vereadores, cujo presidente, Wesley George de Oliveira, Miga, também teve a prisão preventiva decretada. Wesley – que está foragido – será substituído pelo vice-presidente da Casa, Alex dos Santos Silva Gonçalves, Pastor Alex. É que o Ministério Público conseguiu a suspensão do exercício da função pública do prefeito, do presidente e do vereador Claudio José da Silva, Cacau.

Carlos e Cacau foram presos ontem (27) em operação conjunta do Ministério Público e da Polícia Civil. Na denúncia apresentada à Justiça o MP afirma que o prefeito e os dois vereadores integravam o núcleo político da organização criminosa que domina o tráfico de drogas no Complexo do Guandu, no município de Japeri. Segundo o MP, eles se aproveitavam do peso e prestígio de seus cargos para atuar em favor dos interesses criminosos dos traficantes de drogas, em especial do traficante Breno de Souza.

Ministério Público quer que ex-prefeito de São José de Ubá devolva cerca de R$ 4,5 milhões aos cofres do município

Gean Marcos Pereira da Silva (foto), ex-prefeito de São José de Ubá, pequeno município do interior fluminense, poderá ser obrigado pela Justiça a devolver no valor de R$ 4.498.941,49 aos cofres da Prefeitura, por ter, supostamente, violado normas de direito financeiro previstas na Constituição Federal, na Lei de Responsabilidade Fiscal e na Lei 4.320/68, além do código penal. Ação nesse sentido foi ajuizada nesta terça-feira pela 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva (núcleo de Itaperuna). Além da devolução do dinheiro o MP está requerendo a perda dos direitos políticos e a indisponibilidade dos bens dele.

Na ação o MP acusa o ex-prefeito de ter feito uma despesa pública de R$ 1.623.131,30 sem o registro contábil, da "violação do equilíbrio orçamentário com déficit financeiro de R$ 1.158.950,27 em 31 de dezembro de 2016 e assunção de despesa nos dois últimos quadrimestres de mandato que não puderam ser cumpridas integralmente dentro do mesmo exercício financeiro no valor de R$ 1.690.528,15".