Atraso deixa obra mais cara em Silva Jardim

A arena de eventos - que deveria ter sido inaugurada há seis - ficou cerca de R$ 200 mil mais cara (Foto: Ivan Teixeira) Prefeitura desenvolva mais R$ 199 mil por obra inacabada

Contratada inicialmente por R$ 1.023.753,40 a arena de eventos prometida aos moradores de Silva Jardim para março deste ano ficou bem mais cara. O preço da obra saltou para R$ 1.222.759,04, mas o espaço ainda não foi entregue a população. A cargo da Construtora Belgon a obra está com seis meses de atraso e só deverá ser entregue depois das eleições e o contrato já ganhou três termos aditivos, dois aumentando o prazo para conclusão e um reajustando o valor contratado, um acréscimo de R$ 199.205,64.

Jogo sujo na Câmara de Casimiro de Abreu

Odino defende a mesma ideia de Pezão, que propôs lei para por a faca no pescoço de Antonio Marcos Presidente do Poder Legislativo defende aprovação de lei inconstitucional para deixar o próximo prefeito "amarrado" com os vereadores

“Nós somos fortes quando estamos juntos. Independente da luta do voto nós temos que fazer uma corrente e peitar Antonio Marcos antes das eleições. Se ele não quiser a gente não ajuda. Nós temos que estudar a possibilidade de deixar essa lei aprovada. Vamos arrumar um jeito de votar ela (...) com alguma modificação. Já vamos deixar o outro prefeito amarrado com a gente. Nós precisamos fazer isso”. Essas palavras são do presidente da Câmara de Vereadores de Casimiro de Abreu, Odino Miranda. É o trecho de uma conversa gravada por um membro da Casa. Antonio Marcos é o prefeito da cidade e a lei que Odino pretende aprovar é um instrumento inconstitucional que os membros do Legislativo tiraram do bolso do colete no ano passado para pressionar Antonio Marcos a negociar com eles, mas foi rejeitada em plenário. Pelo que evidencia a fala de Odino, o alvo é o governante a ser eleito no dia 2 de outubro, seja ele que for e de que partido seja. “Deixar ele amarrado com a gente”, em outras palavras, significar dizer ter ele nas mãos e dele fazer o que bem entender.

Café do Noroeste Fluminense é promessa na Paraolimpíada

O café cultivado no Noroeste Fluminense ganhou lugar de destaque no mercado nacional (Foto:Divulgação) Regiões produtoras estão representadas na Casa Brasil, no Bouelvard Olímpico

Quando falamos em esporte, a palavra “superação” vem à mente, de forma quase automática. Ao pensamos em “Jogos Paralímpicos”, o conceito é ainda mais intenso. O café do Noroeste Fluminense também é um belo exemplo de como é possível vencer as dificuldades. A tradicional região produtora do estado do Rio atravessou uma grande crise no século 19, mas após investimentos em tecnologia e programas de apoio à agricultura familiar, se reinventou e, graças ao seu café gourmet, vem conquistando lugar de destaque na mesa carioca. Junto a outras nove regiões produtoras de seis estados, o Noroeste Fluminense está em exposição em um workshop sobre cafés especiais na Casa Brasil, instalada no Píer Mauá, no Boulevard Olímpico. Durante a Olimpíada e Paraolimpíada Rio 2016, 22 empresas têm espaço garantido para mostrar o tipo de café que produzem, suas características de sabor, além, é claro, de oferecerem degustação da bebida para os visitantes. Na próxima sexta-feira os produtores Márcio Vargas, do município de Varre-Sai, e Suhail Majzoub, de Porciúncula, ambos do Noroeste e beneficiários do Programa Rio Rural, participarão do evento. “Para nós, é algo único. Não adianta produzirmos café de excelência e não termos como dizer isso ao nosso público. Queremos mostrar ao Brasil e ao mundo porque a nossa região é tão produtiva e sustentável também”, afirma Márcio Vargas.

Coleta de lixo custa caro demais em Macaé

Na gestão de Aluizio a limpeza pública custa mais caro, o que não significa dizer que o serviço ganhou qualidade Tribunal de Contas suspende licitações e manda Prefeitura - que já pagou mais de R$ 230 milhões - corrigir editais

Quando o prefeito Aluizio dos Santos Júnior, o Dr. Aluizio, assumiu o governo o serviço de limpeza pública custava R$ 55 milhões por ano, preço já considerado elevado para um município que tem menos de 250 mil habitantes, pois Nova Iguaçu, por exemplo, com cerca de 900 mil moradores - incluindo os custos com o descarte naquela que é considerada a mais moderna central de tratamento de resíduos sólidos - não chega a gastar mais que R$ 45 milhões anuais. Talvez achando que o serviço estava barato demais, Aluizio elevou o custo para cerca de R$ 70 milhões nos anos seguintes e só não foi mais generoso agora porque o Tribunal de Contas do Estado barrou uma licitação marcada para o dia 19 de agosto, que aumentaria as despesas para cerca de R$ 84 milhões, embora, de acordo com moradores dos bairros periféricos, a coleta de lixo tem deixado muito a desejar nos últimos três anos.

Sem verba, sem remédio: a realidade de Japeri

Os últimos lotes de medicamentos foram distribuídos hoje para as unidades de atendimento Unidades de atendimento médico poderão ser fechadas a qualquer momento

“Não temos mais medicamentos e correlatos para dispensar nos postos de saúde, emergência e Policlínica Itália Franco”. A afirmação foi feita agora a pouco pelo secretário municipal de Saúde de Japeri, Fabiano Brum. Segundo ele, o desabastecimento é inevitável e ocorre não por falta de dinheiro para as compras, pois recursos financeiros para isto existem. O problema, de acordo com a administração municipal, está na falta de verba, rubrica orçamentária para respaldar as despesas, problema que poderia ser resolvido com a aprovação do remanejamento, instrumento previsto lei, mas que a Câmara de Vereadores estaria se negando a colocar em pauta.

BR-493, uma via expressa para o progresso

Os municípios de Magé e Guapimirim vão ser beneficiados com a chegada de empresas de médio e grande portes Aceleramento das obras desperta interesse de empresas por Magé e Guapimirim

Anunciada há pelo menos duas décadas e retomada pela terceira vez, a duplicação da Estrada Magé-Manilha, um trecho de 25 quilômetros da BR-493, já começou a chamar a atenção de empreendedores, de empresas que querem garantias de um melhor escoamento de suas produções aproveitando o maior investimento viário da história da Baixada Fluminense, a construção do Arco Metropolitano, projetado para ligar o Complexo Petroquímico à Itaguai. O trecho é o único que falta para completar o projeto e tudo indica que as obras deverão estar concluídas no primeiro semestre de 2018, um atraso de mais de um ano em relação à previsão anterior, que era fevereiro de 2017, segundo foi anunciado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes em 2014.

Helil concluirá mandato sem licitar coleta de lixo

O prefeito Helil Cardoso não cumpre as exigências do Tribunal de Contas e multa pode passar de R$ 1.2 milhão Prefeito de Itaboraí vem mantendo contrato emergencial há quase quatro anos

Quanto está custando o serviço de coleta de lixo no município de Itaboraí? Está pergunta não foi respondida pela administração municipal nem ao Tribunal de Contas do Estado, muito menos aos contribuintes da cidade, que não estão sem acesso a informações sobre os gastos da Prefeitura, uma vez que o Portal da Transparência - quase sempre fora do ar - não vem sendo atualizado. Sobre a coleta de lixo no último dia 25 o TCE o voltou a cobrar esclarecimentos ao prefeito Helil Cardoso, que desde janeiro de 2013 vem abusando dos contratos emergenciais, renovados sempre com a desculpa de que a corte de contas vem impedindo a realização de concorrência, o que não é verdade, pois o que o tribunal vem fazendo é cobrar, há mais de dois anos, ajustes no edital, uma vez que o valor estipulado para o serviço teve um aumento, sem justificativa, de quase R$ 10 milhões, passando de R$ 13 milhões anuais para R$ 22.044.412,92 no edital enviado ao TCE para uma licitação anunciada em novembro de 2014.

Na roça também se produz arte

A artesã Maria Anna Baudici criou um sistema de consórcio de artesanato em Varre-Sai (Foto:Aline Proença) Programa estadual incentiva artesãos do interior fluminense

Em cada peça produzida, eles deixam a assinatura da criatividade, seja pela tradição cultural ou pelo cuidado em diminuir o impacto ambiental, dando vida a objetos que estariam se acumulando por aí. Apesar da habilidade a olhos vistos, os artesãos fluminenses enfrentam desafios diversos, como comercialização e organização grupal. Há três anos, a Rede de Artesanato Rural, apoiada pelo Programa Rio Rural, surgiu para alavancar o segmento. Um dos trabalhos mais importantes para promover essa evolução são as capacitações. Neste mês de agosto, Itaperuna, no Noroeste Fluminense, foi sede da primeira capacitação da Rede em 2016. Artesãos de 13 municípios participaram das atividades. Diferente das outras edições do evento, a capacitação teve como foco o protagonismo social. “Antes, nós éramos os únicos engajados na produção de conteúdo. Agora, incentivamos o grupo para que eles tomem essa responsabilidade para si, tragam demandas, avaliem o que vem sendo feito na área e como podem crescer”, comenta Rosani Staneck, gerente estadual de projetos sociais da Emater-Rio.

Onde está a grana dos professores, secretário?

Rui Aguiar, de acordo com membros do governo, manda mais que o prefeito Marcos Aurélio (Foto:PMG) É o que profissionais de ensino de Guapimirim querem saber

Sempre que questionado pelos profissionais da rede municipal de ensino de Guapimirim sobre atrasos no pagamento de salários ou vantagens asseguradas pelos recursos repassados ao município pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação o secretário Rui Aguiar tem sempre a mesma resposta na ponta da língua. Diz aos que o questionam que os repasses estão caindo muito, diminuindo a cada mês, mas não é isto que mostram dados oficiais, revelando, inclusive, que além de os valores do Fundeb não terem sofrido queda alguma em relação aos exercícios de 2014 e 2015, pelo menos R$ 3 milhões do total repassado este ano estão comprometidos em seis processos de compras e serviços, sendo que apenas um deles, o de uma jornada pedagógica considerada “desnecessária e infrutífera” por alguns servidores, foi executado até agora, ao custo de R$ 395 mil.

Pobreza sustenta maus políticos na Baixada Fluminense

A distribuição de alimentos no município de Magé é citada até em pesquisa de intenção de votos Saco de cimento, botijão de gás e cesta básica funcionam como moeda de troca numa região onde um terço da população sobrevive com meio salário mínimo. Cirurgias de laqueadura de trompas também

Qual o valor de um voto? A resposta depende muito de quem ouve a pergunta. Se dirigida a um eleitor esclarecido o “não tem preço e sim conseqüência” vai estar na ponta da língua. Entretanto, se a indagação for feita a boa parte dos moradores de bairros carentes das localidades de Piabetá, Mauá e Surui, no município de Magé, o voto tem preço e este pode ser um saco de cimento, um botijão de gás ou uma cesta básica, moedas de troca muito conhecidas, em circulação também em comunidades de Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados, Japeri, Paracambi e Seropédica, enfim, em toda a Baixada Fluminense, onde a pobreza é o sustento dos maus políticos, exploradores da miséria alheia, que lhes tem garantido sucessivos mandatos.