Ex-prefeito de Italva e quatro ex-secretários são condenados por improbidade administrativa em caso de compras irregulares

O ex-prefeito Joelson Gomes Soares, foi condenado pelo juiz Rodrigo Pinheiro Rebouças, titular da Vara Única da Comarca de Italva, região Norte Fluminense, pela prática de improbidade administrativa na compra de materiais de construção sem licitação no período de 2009 e 2012. A decisão atinge ainda quatro ex-secretários de Obras, que ocuparam o cargo durante o governo de Joelson. O ex-prefeito vai ter que pagar multa equivalente a 24 vezes o valor do último salário que recebia, enquanto os ex-secretários Jairo Gomes de Souza Júnior e Ledir Rangel vão pagar multa de dez vezes ao último valor recebido como tilares da Pasta. Já João Batista Nogueira e Pedro Soares de Almeida – também ex-secretários de Obras – pagarão o equivalente a cinco vezes o valor do salário que receberam. 

Em seu despacho o juiz destacou que ficou demonstrado, “sem margem para dúvidas a prática de fraude à lei de licitações em decorrência do fracionamento indevido de certames”.

Vandelar é eleito Aperibé e Jose Eliezer vence em Laje do Muriaé

Os novos prefeitos deverão ser empossados até o dia 20 de novembro

Com 3.782 votos (52,69%), o candidato do PSDB, Vandelar Dias, foi eleito para prefeito em Aperibé, em votação suplementar realizada ontem (28), No município de Laje do Muriaé o vencedor é o médico Jose Eliezer Tostes Pinto, que disputou pelo MDB. Em Aperibé concorreram ainda Virley Figueira e Inacio Zanata. Virley teve 2.648 e Zanata 748. Outros candidatos de Laje do Muriaé foram Alexandre de Souza Dias, o Pestana (PP), 2.611 votos;  José Bernardo de Oliveira, 97; Marcus Luiz Werneck Fraga, 69 e Carlos José de Freitas Pereira, o Casé, que não teve os votos computados. A posse deve acontecer até o dia 20 de novembro.

Câmara de Casimiro de Abreu ignora escândalo, operação do MP e engaveta CPI que apuraria denúncia de compra de votos na Casa

Em julho deste ano o município de Casimiro de Abreu foi sacudido com a revelação de um esquema de compra de votos na Câmara Municipal envolvendo o prefeito Paulo Dames e dois vereadores de sua base de sustentação, entre eles o então presidente da Casa, Rafael Jardim (foto). O escândalo veio à tona com a divulgação de áudios feitos pelo vereador Leilson Ribeiro da Silva, o Neném da Barbearia, que gravou conversas com Rafael, seu colega de bancada Bruno Miranda e um empresário que tem contratos com a Prefeitura. Nas conversas foi dito que Neném receberia R$ 100 mil para votar pela reprovação das contas do ex-prefeito Antonio Marcos Lemos, para que este ficasse inelegível. Passados três meses, com votos de cinco nos nove membros da Câmara, foi rejeitada esta semana a proposta de uma comissão de inquérito para apurar as denúncias. Votaram contra a CPI quatro suplentes em exercício de mandato – Carlos Eduardo do Couto Paschoal, Eduardo Costa Miranda, Thiago Magalhães Vieira, Victor Ferreira – e o vereador Alex Neves, genro do prefeito.

As gravações foram entregues ao Ministério Público no dia 13 de julho pelo vereador Neném da Barbearia, que só fez isto depois de uma operação policial na qual os áudios já tinham sido apreendidos na casa de um aliado de Antonio Marcos. A Promotoria ampliou as investigações e acabou descobrindo que o escândalo era muito maior: a tentativa de compra do voto de Neném realmente ele existiu, mas ele estaria agindo sob as ordens de Antonio Marcos, que pretenderia usar as gravações para obrigar os envolvidos a votarem em Neném para presidente da Casa.