Nova pesquisa de intenção de votos MDA/CNT aponta empate técnico entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad

Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03303/2018 e nível de confiança de 95%, nova pesquisa do instituto MDA encomendada pela Confederação Nacional do Transporte e divulgada neste domingo (30), aponta empate técnico entre os candidatos do PSL e do PT à Presidência da República, dentro da margem de erro que é de 2,2 pontos percentuais para mais cima ou para baixo. Jair Bolsonaro aparece com 28,2% das intenções de voto e Fernando Haddad tem 25,2%.

A pesquisa foi feita entre os dias 27 e 28 de setembro e mostra Bolsonaro com o mesmo potencial da consulta realizada no dia 17 deste mês pelo mesmo instituto, na qual Haddad apareceu com 17,6%. 

A hora do compromisso (Editorial da Folha de São Paulo)

Quem participa da eleição presidencial adere tacitamente a um contrato com a nação. Obriga-se a aceitar o resultado soberano das urnas em caso de derrota e, na outra hipótese, a respeitar a Constituição e os direitos fundamentais ao conduzir o governo. Em meio à crispação do ambiente de campanha e ao estrago desencadeado pela recessão na economia, o aceno a ideias autoritárias requer das duas candidaturas ora mais competitivas algo além da aceitação presumida das regras do jogo, no entanto. Chegou a hora de expressarem compromissos definitivos com a democracia.

Jair Bolsonaro, do PSL, tem lançado suspeição infundada sobre o sistema eletrônico de votação. Estimula paranoias de manipulação, mas apenas para o caso de não ser ele o vencedor do certame.

Os extremistas e o medo das urnas

Preocupa a todo cidadão de bom senso a declaração do candidato do PSL de que é concreta a possibilidade de uma fraude eleitoral em favor do candidato do PT. É de uma gravidade tamanha. Não porque a votação eletrônica possa ser manipulada, mas por sugerir que Jair Bolsonaro e seus iguais não irão aceitar resultado que não seja a vitória. Quando alguém que se propõe a governar o país faz tal ameaça, ainda que velada, nos leva pensar que Bolsonaro, Mourão e Cia. querem é ganhar no grito. Isso é muito sério. É seríssimo. Quem pensa assim está é pregando o poder absoluto, a marcha dos coturnos sobre as cabeças dos defensores da liberdade e revelando o medo terrível que a democracia lhe causa.

Sei que a militância cega vai cair de pau e me chamar de comunista - como assim classifica a todos os que conseguem pensar livremente -, mas não posso deixar de emitir minha opinião. Vi nessa declaração um ato de desespero, reação de quem teme que, no segundo turno, como assim mostram as pesquisas de intenção de votos, o bicho papão lhe engula.