Defesa de agressor diz que discurso de Bolsonaro motivou ataque

"Esse discurso de ódio do candidato é que desencadeou essa atitude extremada"

Os advogados que representam o agressor Adélio Bispo de Oliveira (foto) sustentam que a agressão de seu cliente ao candidato Jair Bolsonaro foi um ato solitário, movido pelo que classificaram de “discurso de ódio” do próprio candidato. Quatro advogados acompanharam Adélio na audiência de instrução com a juíza Patrícia Alencar, na Justiça Federal, na tarde de ontem (7), que determinou a transferência do criminoso para um presídio federal. "Esse discurso de ódio do candidato é que desencadeou essa atitude extremada do nosso cliente", disse o advogado Zanone Manoel de Oliveira Júnior. Um dos motivos, segundo a defesa, foi a referência pejorativa aos negros quilombolas, já que seu cliente se identifica como negro.

Na ‘aba’ de Bolsonaro PR quer candidatura própria no Rio

E anuncia um pré-candidato que não conseguiu votos nem para se eleger deputado

"Oportunismo político". Assim está sendo visto em Maricá o lançamento da pré-candidatura do dentista e suplente de deputado federal em exercício de mandato Marcelo Delaroli (foto), ao governo do estado do Rio de Janeiro. Delarori foi candidato pelo PR em 2014, mas não teve votação suficiente para se eleger. Obteve 33.743 votos e ficou na primeira suplência, agora, tentando surfar na onda do pré-candidato do PSL a presidência da República, Jair Bolsonaro, teve o nome lançado por seu partido para disputar a sucessão do governador Luiz Fernando Pezão. O anúncio da pré-candidatura foi recebido no meio como "mero oportunismo". Em tempo: em 2016 Marcelo candidatou-se a prefeito de Maricá e concorreu com o registro impugnado porque foi considerado inelegível pela Justiça Eleitoral.

Pesquisa mostra que com ou sem Lula posição de Bolsonaro é tecnicamente a mesma: diferença de apenas dois pontos

Se as eleições fossem hoje e o ex-presidente Lula pudesse concorrer, venceria o primeiro turno com 30% dos votos válidos e o deputado Jair Bolsonaro (PSL) ficaria com 17%. Isso é o que revela pesquisa do Datafolha divulgada neste domingo. Numa disputa sem o líder petista Bolsonaro aparece liderando a corrida com apenas 2% a mais das intenções de voto, uma posição não muito confortável para quem é chamado de 'mito' pelos seguidores. São 19% de votos para ele, 15% para Marina Silva e entre 10% e 11% para Ciro Gomes, o que significa dizer, numa análise sem paixões, que há muita água para passar debaixo dessa ponte e que Bolsonaro pode acabar levado pela correnteza da união de nomes, até porque aparece com 32% de rejeição.

Embora alguns petistas fiquem enganando a si mesmos, dizendo que o ex-presidente será candidato, não existe a menor chance de isso vir acontecer e a pesquisa, quando cita os dois nomes listados internamente para substituírem Lula, mostra o Partido dos Trabalhadores apenas fazendo figuração nesse filme, com apenas 1% das intenções de votos, tanto faz se o escolhido for o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad ou o ex-governador Jaques Wagner, da Bahia.

Com a janela aberta deputados começam a mudar de partido

O Democratas, por exemplo, ganhou mais quatro parlamentares nos últimos dias

Desde a última quinta-feira (8), deputados federais e estaduais podem trocar de partido, sem o risco de perder os mandatos por infidelidade partidária, na chamada “janela partidária”. O período das trocas vai até o dia 7 de abril. As conversas para as mudanças já estão sendo costuradas há muito tempo, mas os registros no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) só podem ser oficializados durante a janela. A legislação eleitoral diz que só é possível mudar de partido, sem risco de perder o mandato, quando houver incorporação ou fusão do partido; criação de novo partido; desvio no programa partidário ou grave discriminação pessoal. Mas, em 2015, criou-se a possibilidade de desfiliação, sem justificativa, durante a janela em ano eleitoral.

Bolsonaro emprega servidora fantasma em seu gabinete

Walderice Santos da Conceição, que vende açaí em Angra dos Reis, é funcionária desde 2003, mas tem como atividade principal a venda de açaí nas imediações da casa de veraneio do deputado

Sempre disposto a disparar seus dados verbais contra os companheiros de Câmara pegos em deslizes, o deputado federal Jair Bolsonaro também tem seu 'telhado de vidro' e este tem nome e salário pago pelo contribuinte, embora preste mesmo é serviços na casa de veraneio do pré-candidato a presidente da República, na localidade de Mambucaba, em Angra dos Reis. Walderice Santos da Conceição tem 49 anos e ganha R$ 1.351,46 por mês, dinheiro que sai da verba de gabinete do deputado.

PSL rejeita Bolsonaro

Para o partido o deputado representa a intolerância

Embora o deputado Jair Bolsonaro tenha revelado que poderia filiar-se ao PSL para disputar a presidência da República, o partido nega que isso vá acontecer e fechou de vez as portas para o parlamentar que, para a direção da legenda, "representa o autoritarismo e a intolerância tanto na economia quanto nos costumes". Bolsonaro tinha confirmado antes de tentar o PSL, que entraria para o Patriotas, legenda que vinha divulgando isto. Entretanto, o próprio parlamentar afirmou ontem (21) ter desistido da filiação. Em nota oficial a Executiva Nacional do PSL informou que presidente, deputado Luciano Bivar (PE), teve realmente uma reunião com Bolsonaro, mas que este não representa as ideias do partido. "Não procedem, de forma alguma, as notícias de que o deputado federal Jair Bolsonaro possa se filiar ao PSL. O projeto político de Jair Bolsonaro é absolutamente incompatível com os ideais do livres. Ele representa o autoritarismo e a intolerância tanto na economia quanto nos costumes, sendo a antítese completa das nossas ideias", diz.