Lula confirma passagem por Magé, Caxias e Nova Iguaçu

Visita à região está marcada para quinta-feira

Em Vitória desde a tarde de hoje com a caravana 'Lula pelo Brasil', o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará na Baixada Fluminense na próxima quinta-feira, passando por Magé, Duque de Caxias e Nova Iguaçu. Antes visitará o município de Maricá, que é governado pelo PT desde janeiro de 2009. Agora à noite Lula discursou para milhares de pessoas na capital do Espírito Santo e falou como se já estivesse em campanha eleitoral. Afirmou que quer disputar a presidência com um candidato apoiado pela Rede Globo de Televisão. "Tudo o que eu quero é que eles encontrem um candidato representante do mercado e com o logotipo da Globo na testa. Se puder ter o logotipo da Globo, da Veja, da Istoé, melhor ainda. A gente vai derrotar", provocou sob aplausos da multidão. A chegada à Baixada Fluminense será por Magé e a concentração está marcada para as 10hs, na entrada da cidade, nas proximidades do Posto Shell.

Bolsonaro vai comandar o PEN que mudará o nome para Patriota

Com isso Walney Rocha perde o controle da legenda no Rio

Pré-candidato à presidente da República, o deputado Jair Bolsonaro já está com os dois pés no Partido Ecológico Nacional (PEN), que vai mudar de nome para Patriota. Campeão de votos em 2014, o capitão da reserva do Exercito está trocando de partido com a condição de comandar a legenda a nível nacional, com uma atenção especial para o Rio. Com isso o deputado Walney Rocha vai perder a presidência regional, que deverá ficar com um outro Bolsonaro. Ao que tudo indica Rocha vai ter dificuldades também em Nova Iguaçu, onde, de forma direta, controla um bom pedaço do governo municipal.

Luiz Martins recebeu mais de R$ 1 milhão de empresas investigadas

Além da JBS, foram feitos repasses pelas construtoras Queiroz Galvão, Carioca Christiani Nielsen Engenharia e Cervejaria Petrópolis (Itaipava)

Cumprindo o segundo mandato pelo PDT, o deputado estadual Luiz Antonio Martins (foto), declarou ter recebido, em 2014, R$ 1.427.616,40 em doações e os registros apontam que  R$ 1,021 milhão tiveram como origem empresas investigadas na operação Lava Jato por supostos pagamentos de propina a políticos de vários estados. A maior doação, mostram os registros, foi feita pela JBS, que fez um repasse de R$ 300 mil, um segundo de R$ 100 mil e ainda pagou R$ 21 mil pela produção de material de áudio e vídeo para inserções no horário de propaganda eleitoral no rádio e na televisão. De acordo com os dados, as doações foram feitas originalmente ao diretório do PDT, que depois fez os repasses para a conta de campanha do então candidato a reeleição.

Doação da JBS para Bolsonaro está registrada no TSE

Depósito em cheque foi feito no dia 24 de julho de 2014

O deputo federal mais votado do Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro (foto) fez uma das campanhas mais baratas do país e ainda assim teve 464.572 votos. De acordo com a prestação de contas dele junto ao Tribunal Superior Eleitoral, foi arrecadado o total de R$ 405.224,00, sendo R$ 4.500,00 desembolsados por ele mesmo, R$ 724,00 repassado pelo diretório regional do Partido Progressista pelo qual ele foi eleito, R$ 200 mil da JBS (Recibo eleitoral 011200600000RJ000001) e R$ 200 mil pela direção nacional da legenda (Recibo eleitoral 011200600000RJ000002), Segundo os registros do TSE, a doação da JBS foi feita no dia 24 de julho de 2014.

Listão da JBS tem 12 deputados do Rio

Dois deles da Baixada Fluminense: Rosangela Gomes e Simão Sessim

Signatário em um dos pedidos de impeachment do presidente Michel Temer, o deputado Glauber Braga - eleito pelo PSB e agora filiado ao PSOL(foto), é um dos políticos fluminense que receberam dinheiro do empresário Joesley Batista para a campanha de 2014. O nome dele está lista de parlamentares citados na delação do dono do grupo JBS, divulgada ontem pelo site Congresso em Foco, como tendo recebido R$ 80 mil. De acordo com a relação veiculada, além de Glauber, outros 10 deputados federais eleitos no estado do Rio de Janeiro receberam ajuda financeira de Joesley: Marcos Soares, PR (R$ 400 mil); Roberto Sales, PRB (R$ 8.600); Rosangela Gomes, PRB (R$ 105 mil); Marco Antonio Cabral, PMDB (R$ 330 mil); Júlio Lopes, PP (R$ 1,19 milhão); Chico D Ângelo e Luiz Sergio, ambos do PT (R$ 95 mil cada um); Cristiane Brasil, PTB (R$ 1,98 milhão), Rodrigo Maia, DEM (R$ 100 mil); Simão Sessim, PP (R$ 795 mil) e Jair Bolsonaro, PP (R$ 200 mil).

Bolsonaro pretende disputar o Planalto em 2018

Jair Bolsonaro se empolgou com os 6% dos votos validos no Rio conquistados por ele nas eleições de 2014 Para isso vai ingressar no PSC até março do próximo ano

Eleito para o sexto mandato de deputado federal no ano passado com mais de 464 mil votos, o militar da reserva Jair Messias Bolsonaro está de malas prontas para deixar o PP e já tem a defesa pronta: seu partido também se sujou com o petrolão. A idéia é disputar a presidência da República em 2018 e há uma legenda disposta a indicá-lo, o Partido Social Cristão, no qual ele deverá fliar-se até o dia 31 de março, aproveitando a “janela” que será aperta para que os políticos com mandato troquem de partido sem correrem o risco de perder a cadeira. Os 6% dos total de votos válidos conquistados por Jair no último pleito encheram os olhos do “dono” do PSC, Everaldo Pereira, que gostaria de vê-lo candidato já no próximo ano, concorrendo à Prefeitura do Rio, o que Bolsonaro parece não estar muito interessado.

Vitória com sabor de derrota em Caxias

Três vezes prefeito de um município com mais de 500 mil eleitores, já tendo sido chamado de "Rei da Baixada Fluminense", região que chegou a ser batizada de Zitolandia, por causa de sua performance nas urnas nas eleições de 2000 - quando se reelegeu com mais de 80% dos votos e ainda elegeu um irmão e sua então esposa prefeitos de Belford Roxo e Magé, respectivamente -, Jose Camilo dos Santos, o Zito, em termos políticos, está respirando por aparelhos.

Rechaçado nas urnas em 2012 logo no primeiro turno, está vendo minguar seus votos e sua força eleitoral. A prova disso está no que as urnas lhe disseram este ano: foram apenas 24.491 votos para deputado estadual, 21.101 na cidade onde já foi majestade. Eleito graças ao desempenho do deputado Flavio Bolsonaro, o último coronel da política da Baixada Fluminense vai ter de repensar a carreira se quiser continuar na vida pública, pois as urnas lhe deram este ano mais um aviso de que as coisas mudaram bastante.

Militar linha dura é o federal mais votado do Rio

Com 464.572 votos o deputado federal Jair Bolsonaro (PP) é o campeão das urnas no estado o Rio de Janeiro no pleito deste ano, ajudando a coligação PMDB-PP-PSC-PSD-PTB a ocupar 19 cadeiras na Câmara dos Deputados, completando a bancada com Eduardo Cunha, Leonardo Picciani, Pedro Paulo, Marco Antonio Cabral, Felipe Bornier, Sostenes Cavalcante, Washington Reis, Julio Lopes, Índio da Costa, Cristiane Brasil, Simão Sessim, Celso Pansera, Sergio Zveiter, Arolde de Oliveira, Alexandre Serfiotis, Deley, Soraia Santos e Fernando Jordão.

A coligação PR-PROS elegeu Clarissa Garotinho, Hugo Leal, Dr. João, Miro Teixeira, Paulo Feijó, Francisco Floriano, Marcos Soares e Altineu Cortes. Pela Frente Popular, integrada pelo PT, PSB e PC do B entraram Alessandro Molon, Glauber, Jandira Feghali, Chico D'angelo, Luiz Sérgio, Benedita da Silva e Fabiano Horta, enquanto o PSOL terá em Brasília Chico Alencar, Jean Wyllys e Cabo Daciolo.

Uma bancada sob suspeita

STF enquadra parlamentares. Lindberg Farias é o mais processado

Qualquer semelhança é mera coinci- dência: 13 é o número da legenda do Partido dos Trabalhadores (PT) e 13 é a quantidade acusações contra o senador Lindberg Farias, a estrela do PT no estado do Rio de Janeiro e pré-candidato a governador, embora já tenha condenações em segunda instância, o que, segundo a Lei da Ficha Limpa, o deixa fora da disputa, por inelegibilidade. Prefeito mais pro- cessado do município de Nova Iguaçu, Farias é também o senador com mais contas a ajustar com a Justiça. O nome dele está no topo da lista dos parlamentares com pendências do Supremo Tribunal Federal (STF), onde, segun- do levantamento da Revista Congresso em Foco, 224 deputados e senadores estão sendo processados, respondendo a 542 inquéritos e ações penais.