Sucessão em Magé já gera conflito no PMDB

Claudio, José Augusto e Ricardo querem ser candidatos a prefeito de Magé pelo PMDB Segundo o presidente estadual do PMDB, Jorge Picciani, o nome que vai disputar a Prefeitura de Magé em 2016 será definido pelo diretório local, mas forças de fora do município já trabalham por uma imposição, fato que até os dias de hoje não se confirmou na história do partido no município. O maior exemplo disso se deu em 2011, na eleição suplementar, quando o então vice-governador, Luiz Fernando Pezão e o deputado federal Washington Reis, tentaram emplacar como candidato a prefeito o atual vice, Claudio Ferreira Rodrigues, o Claudio da Pakera e foram votos vencidos. Agora, três anos depois e faltando ainda um ano e sete meses para as eleições municipais, Claudio volta a ser indicado para cabeça de chapa pela mesma dupla e Pezão já falou com Picciani que gostaria de ver Claudio candidato a prefeito, ouvindo como resposta um frio “isso precisa ser amadurecido”, o que, em bom português, significa dizer que muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte.

Pelo que já começou a ser alinhavado no Rio, uma vaga de deputado federal seria aberta em abril para abrigar o terceiro suplente do PMDB e quinto na coligação, o mageense José Augusto Nalin. Essa costura envolve a quarta suplente da aliança, Laura Carneiro, que renunciaria essa condição para permanecer como vereadora no Rio. Resolvida essa pendência Pezão puxaria mais um deputado da coligação para o governo, entregando a cadeira para José Augusto, que tem hoje a preferência do diretório local para ser o candidato a prefeito pelo partido. A questão é que Nalin tem postura independente e não parece disposto a abrir mão de um projeto maior para ser apenas um suplente no exercício de um mandato que não é seu, sendo mais fácil buscar abrigo em outra legenda que aceitar esse jogo.

Apenas um eleito por Magé foi diplomado

Soninha foi diplomada como um dos três eleitos pelo PRB para a Assembleia Legislativa Renato Cozzolino Harb chegou atrasado à cerimônia da Justiça Eleitoral e deverá ser diplomado na próxima quinta-feira

Por ter chegado atrasado à cerimônia marcada para as 14h de hoje pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), o deputado estadual eleito pelo PR, Renato Cozzolino Harb, saiu sem seu diploma. A falta do documento não impedirá que ele seja empossado em fevereiro, mas o atraso gerou constrangimento e decepcionou um grupo de aliados que o aguardava do lado de fora para celebrar a diplomação. Já a deputada estadual eleita também por Magé, Sônia Sthoffel, a Soninha (PRB) recebeu o seu e comemorou com um grupo de apoiadores.

MP trabalha pela devolução do dinheiro do “Bolsa Fraude”

Justiça bloqueou bens de deputado para garantir ressarcimento de R$ 659 mil

Quem pensou que a punição a deputados envolvidos no esquema de desvio de recursos do auxílio-educação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro havia parado na cassação dos mandatos de duas parlamentares (Renata da Costa Mello, a Renata do Posto e Jane Cozzolino), suspensão de alguns e repreensão a outro, se enganou redondamente. O Ministério Público continua atuando no sentido de condenar os envolvidos criminalmente e de ressarcir os cofres públicos. Essa semana, por exemplo, o MP conseguiu na Justiça o bloqueio dos bens do deputado Marco Antonio Pereira de Figueiredo, o Marco Figueiredo e de outras quatro pessoas acusadas de desviar dinheiro no esquema que ficou conhecido como “Bolsa Fraude”. Marco, que tem base eleitoral no município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense e não conseguiu se reeleger, é acusado do desvio de mais de R$ 650 mil. O bloqueio visa garantir o ressarcimento aos cofres da Alerj.

Aquecimento para 2016 já começou em Magé

O município poderá ter pelo menos uns cinco candidatos a prefeito

Os eleitos este ano ainda nem data certa para serem diplomados tem e no município de Magé a movimentação nos corredores da política com vistas a sucessão do prefeito Nestor Vidal já começou. Objeto de desejo de vários nomes - uns já velhos conhecidos e outros nem tanto -, o Palácio Anchieta, sede do governo municipal, está na mira hoje de gente que já passou por ele e quer voltar ainda que indiretamente e de vereadores que acham que está na hora de tentar um vôo mais alto, mas o atual ocupante do palácio ainda não deu nenhum sinal de que já estaria pensando em sucessão e ainda não piscou o olho para ninguém na intenção de iniciar um namoro nesse sentido.

Pensando em 2016 Núbia Cozzolino fecha com Crivella em Magé

Acordo inclui apoio em eventual candidatura a prefeito de um membro da família

A militância do Partido Republicano Brasileiro (PRB) em Magé vai ter nas ruas nessa disputa em segundo turno pelo governo do estado do Rio de Janeiro, a companhia de membros da família Cozzolino, que voltou a sonhar com a Prefeitura de Magé. Pelo menos é o que ficou acertado em encontro patrocinado pelo candidato rechaçado nas urnas, Anthony Garotinho, entre o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, Marcelo Crivella e a ex-prefeita Núbia Cozzolino.  De acordo com uma fonte do PRB, na reunião, da qual participou ainda o deputado estadual eleito na sobra de votos da coligação formada pelo Partido Republicano da Ordem Social (PROS) e o Partido da República (PR), Renato Cozzolino Harb, Crivella prometeu, se eleito, dar todo apoio a uma possível candidatura de um membro da família a prefeito em 2016, o que sugere que o diretório local do PRB terá de caminhar em apoio a essa eventual candidatura.

Magé elegeu apenas um deputado estadual

Candidato a federal mais votado teve 24.194 votos no município

Dos 172.917 eleitores aptos a votar este ano no município de Magé 33.020 deixaram de comparecer às urnas, 8.977 votaram em branco para governador e 13.118 anularam o voto. Para deputado federal foram 14.018 votos em branco e 11.035 nulos. O número de votos em branco para deputado estadual foi de 11.790 e os votos nulos somaram 10.660, volumes expressivos considerando que o município teve cinco candidatos a deputado estadual e três a federal. Dos oito o único a ser declarado eleito é o estreante Renato Cozzolino Harb, que obteve no município 21.343 sufrágios de um total de 26.697 votos. Ele foi eleito na sobra da legenda do PR, que conquistou, por enquanto, sete cadeiras na Assembleia Legislativa. Esse “por enquanto” se deve ao fato de que ainda pode haver alteração na formação das bancadas, uma vez que os candidatos Carlos Augusto Balthazar (PSL- 31.846 votos), Francisco D`ámbrósio (PSDC/PMN - 16.513) e Marcelo Ciciliano (PSDC/PMN - 18.272), além de dezenas de outros menos votados, tiveram a votação computada em separado, pois suas candidaturas dependem de recursos que deverão ser julgados ainda este mês pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde também será analisado se os mais de 26 mil votos conferidos em separado para o ex-prefeito de Macaé, Riverton Mussi, candidato a estadual pelo PMDB, serão validados ou não.

Magé vive um dia tranquilo de votação

Faltando menos de três horas para o encerramento da votação, a eleição segue em clima de tranquilidade no município de Magé, ao contrário de algumas cidades da Baixada Fluminense. Ao todo, na região, até às 14h, 75 pessoas havia sido presas em Duque de Caxias, Belford Roxo, Nova Iguaçu e Queimados pelo crime de boca de urna. Em todo o estado 22 candidatos foram detidos, entre eles Bombeiro Nascimento, João Baptista, Marcelo Borges e Everton Gomes. Em Nova Iguaçu o senador Lindberg Farias, candidato a governador pelo PT, chegou a ser ofendido por eleitores quando saía de uma seção eleitoral no centro da cidade, onde foi votar por volta das 11hs, mas não houve maiores consequências.

O clima de tranqüilidade verificado durante a votação em Magé, segundo a candidata a deputada estadual pelo PRB, Sonia Stoffel, a Soninha, reflete a realidade atual do município. “Magé vive, nos últimos anos, um clima de liberdade e isso levou o mageense a se conscientizar de que énão preciso tumultuar para expressarmos a nossa vontade. O tempo da imposição já vai longe”, disse Soninha, que votou no Colégio Cenecista Visconde de Mauá, no centro de Piabetá.

Dos oito candidatos de Magé apenas um ainda depende da Justiça

O município cadastrou cinco candidatos a deputado estadual e três a federal

Candidato a deputado estadual pelo PTB, o ex-prefeito de Magé, Rozan Gomes, é o único dos oito candidatos cadastrados por Magé que ainda não teve o registro de candidatura confirmado pela Justiça Eleitoral. Ele, ao lado de Carlos Augusto Balthazar e Riverton Mussi (ex-prefeitos de Rio das Ostras e Macaé), está na lista das impugnações solicitadas pelo Ministério Público Federal (MPE) e julgadas procedentes pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Todos os impugnados até agora podem continuar em campanha, pois só estarão realmente impedidos de concorrer depois que seus processos tiverem transitado em julgado na última instância, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Um mandato como trampolim

Dos sete candidatos a deputado por Magé três sonham mesmo é ser prefeito

Nas eleições deste ano sete nomes do município de Magé pediram registro de candidatura a mandatos parlamentares ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), mas pelo menos três deles não pretendem esquentar muito a cadeira se eleito forem no dia 5 de outubro, visando mesmo é a eleição para prefeito, daqui a dois anos. Dos sete três são estreantes como candidatos, mas um nem tanto assim: Renato Cozzolino Harb é o nome da família que por muitos anos esteve no poder e agora estaria pretendendo retornar, pelo menos de forma indireta. Filho da ex-deputada Jane Cozzolino e do ex-diretor da Câmara de Vereadores, Jamil Harb, Renato é candidato a deputado estadual pelo PR, mas, os aliados não escondem, é a esperança do clã para 2016, pois não tem pendências com a Justiça nem está na lista negra do Tribunal de Contas. Os outros dois estreantes são a ex-secretária de Governo Sônia Sthoffel, a Soninha (PRB), postulante a uma cadeira na Assembleia Legislativa e o empresário José Augusto Nalin (candidato a deputado federal pelo PMDB), que, afirmam, não estão visando a Prefeitura e sim "uma representatividade para o município".

Três filhos da terra querem representar Magé na Alerj

Pré-candidato do PST teria desistido da disputa

Ainda faltam 195 dias para as eleições, mas o elenco de pretendentes a um mandato de deputado estadual realmente com raízes no município de Magé, começa a ser definido antes mesmo das convenções partidárias que, pelo prazo legal, terão de acontecer até o dia 30 de junho. Até o mês passado eram quatro os pré-candidatos mageenses a uma cadeira na Assembleia Legislativa, mas o meio político foi surpreendido essa semana com a informação de que o ex-vice-presidente do diretório local do PMDB, André Vinícius, agora filiado ao PSL, teria jogado a toalha.