Valdeck está livre para nova disputa em Magé

Livre de condenação o ex-vereador Valdeck Ferreira de Matos Silva pode concorrer a qualquer cargo eletivo Ex-vereador pode tentar retornar à Câmara ou até mesmo compor chapa como vice-prefeito

Impedido de concorrer a um novo mandato em 2012, o ex-vereador Valdeck Ferreira de Matos da Silva poderá disputar o pleito deste ano se assim desejar. É que a demora da Justiça em julgar o recurso impetrado por ele contra uma condenação em processo no qual foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral por captação ilícita de sufrágio, a popular compra de votos, causou a prescrição da ação judicial, deixando-o livre para se candidatar este ano. Ele afirmou ao elizeupires.com que está realmente pensando em tentar uma cadeira no Poder Legislativo, sendo essa a sua escolha pessoal, mas existiria também a possibilidade de formar a chapa majoritária do PR, compondo como vice ao lado do deputado estadual Renato Cozzolino Harbe, pré-candidato a prefeito pela legenda.

PMDB une forças para disputa em Magé

José Augusto e Ricardo da Karol pregam a união de forças Ricardo da Karol e José Augusto Nalin firmam pacto pela sucessão municipal

O suplente de deputado estadual pelo PMDB, Ricardo Corrêa de Barros, o Ricardo da Karol foi confirmado está semana como pré-candidato a prefeito de Magé, com uma união de forças envolvendo diretamente o empresário e deputado federal José Augusto Nalin. Ricardo é o quarto pré-candidato à sucessão no governo municipal anunciado no município. Os outros três são o deputado estadual Renato Cozzolino Harbe (PR), filho da ex-deputada Jane Cozzolino, cassada sob acusação de envolvimento no escândalo denominado “bolsa fraude), na Assembleia Legislativa; o prefeito em exercício Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (PPS) e Sônia Sthoffel, a Soninha (PRB).

Coisas da política em Magé: sou, mas diferente

Pré-candidato adota postura de independência

     Eleito deputado estadual com 26.697 votos, pouco mais de 21 mil deles em Magé numa campanha carregada nas costas pela ex-prefeita Núbia Cozzolino e graças ao apoio maciço de seus familiares, o estreante Renato Cozzolino Harb é o pré-candidato do PR ao governo municipal e quem conhece os meandros da política local sabe que o percentual de votos obtido por ele em Magé expressa o patrimônio eleitoral que a família dele ainda conservaria na cidade e entende que sem esse cacife Renato sequer se arriscaria a uma disputa. Porém, não se sabe se por estratégia, um ano e um mês depois de sua posse na Assembléia Legislativa, no momento em que se prepara para uma possível nova candidatura, o sobrinho da polêmica ex-prefeita e filho da ex-deputada Jane Cozzolino tem dito a quem toca no assunto que ele é ele e os familiares, familiares...

Garotinho busca espaço na Baixada Fluminense

Pensando no futuro Garotinho quer usar o prestígio que ainda julga ter na região para eleger prefeitos e consolidar espaço político Magé, Nova Iguaçu e São João de Meriti estão na mira do ex-governador fluminense

Atualmente titular da Secretaria de Governo do município de Campos, o ex-governador e ex-deputado federal Anthony Willian Matheus de Oliveira, o Garotinho, segundo aliados mais chegados, ainda não se recuperou do tombo que levou nas urnas logo no primeiro turno das eleições para governador em 2014, mas está se movimentando para tentar assegurar pelo menos um pedaço de uma região que sempre viu como extensão do quintal de sua casa, a Baixada Fluminense. Os olhos dele estão voltados para Magé, Nova Iguaçu e São João de Meriti, onde pretende usar o prestígio que acha que ainda tem com os eleitores. Em Magé, por exemplo, Garotinho apóia a pré-candidatura do deputado estadual Renato Harbe Cozzolino, filho da ex-deputada Jane Cozzolino, que juntamente com o irmão Anderson Cozzolino, o Dinho, teve, em janeiro, prisão preventiva decretada pela Justiça em processo que apura possível fraude na contratação da empresa FM Terra por mais de R$ 22 milhões para locação de caminhões e máquinas para a Prefeitura de Magé em licitação ocorrida em 2009.

Partidos vão trabalhar por renovação em Magé

Nos últimos dois pleitos a renovação ficou em torno de 50% Legendas querem alternância no Poder Legislativo e PMDB está dividido sobre sucessão no governo municipal

Uma Câmara renovada, sem vícios e sem os riscos de se pretender fazer de mandatos uma representação comercial e não dos verdadeiros interesses do povo. Esse é o propósito de alguns partidos com diretórios no município de Magé. Os últimos acontecimentos políticos na cidade, com a grande maioria dos membros do Legislativo só descobrindo o dever de fiscalizar depois que o vice-prefeito Claudio Ferreira Rodrigues, o Claudio da Pakera renunciou o mandando e deixou o caminho livre para o presidente da Casa, Rafael Santos de Souza, o Tubarão, sentar na cadeira de prefeito em eventual impedimento do titular, apertou o gatilho para uma campanha de conscientização que vai ganhar às ruas no período eleitoral e já vem sendo feita internamente por vários setores. A proposta é por gente nova na Câmara e pela eleição de um maior número de mulheres possível. Se isso realmente acontecer será Magé mostrando amadurecimento depois de um longo período de opressão e acomodação política.

Merenda em Magé teve mais um contrato questionado

Empresa controlada pelo irmão do presidente da Câmara de Vereadores teve váarios contratos. Um deles era para fazer duas entregas semanais de hortifrutigranjeiros Dono de empresa afirma que ex-prefeita não respondia aos questionamentos do Tribunal de Contas e por causa disso alguns processos acabaram julgados a revelia

Além do contrato 010/05 firmado em 2005 com a Prefeitura de Magé para o fornecimento de gêneros alimentícios às escolas e creches da rede municipal de ensino - que foi alvo de inquérito no Ministério Público e de uma ação judicial por improbidade administrativa - a empresa Dalte e Souza Comércio, controlada por um irmão do atual presidente da Câmara de Vereadores, teve pelo menos mais um questionado.  Trata-se do contrato 028/07, firmado em março de 2007, um ano e três meses antes de a empresa pedir baixa junto à Receita Federal. A Dalte e Souza, que pertencia a Alan Santos de Souza e Marlene das Graças dos Santos Souza, parentes do vereador Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão, foi a principal fornecedora de merenda escolar no município na primeira gestão da prefeita Núbia Cozzolino e encerrou suas atividades em junho de 2008, quando o Ministério Público já estava investigando o contrato de 2005.  

Justiça vê improbidade na compra de merenda em Magé

Rafael só passou a investigar atos do Poder Executivo após Claudio da Pakera renunciar e o deixar como primeiro na linha de sucessão Parentes do presidente da Câmara de Vereadores tentam reverter condenação por venda superfaturada de alimentos na gestão de Núbia Cozzolino, apontada em denúncia do Ministério Público

Conduzindo atualmente três comissões processantes contra o prefeito Nestor Vidal por supostas irregularidades administrativas, o hoje presidente da Câmara Municipal de Magé, Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão, ignorou na gestão passada - quando já integrava o Poder Legislativo - denúncias de aquisição supostamente superfaturada de alimentos para abastecer as escolas da cidade, inclusive fatos apurados pelo Ministério Público e que resultaram em condenação por improbidade administrativa e teve rejeição de recurso por parte do Tribunal de Justiça. É o caso, por exemplo, do processo 0026564-89.2015.8.19.0000, que envolve a empresa Dalte e Souza Comércio e seus donos, Alan Santos de Souza e Marlene das Graças dos Santos Souza, parentes de Tubarão, que só resolveu investigar atos da administração atual depois que o vice-prefeito Claudio Ferreira Rodrigues, o Claudio da Pakera, renunciou ao cargo e o deixou na posição de substituto imediato em caso de impedimento do prefeito.

Magé: após Terra Prometida investigações continuam

Um passado de escândalos é mancha na história do município Contratos firmados nas gestões Rozan e Dinho estão sendo devassados

Os contratos com as empresas FFM Terra e JM Terra, denunciados em novembro de 2010 por Yacemir de Oliveira Fernandes, o Branco, que acabou assassinado 40 dias após ter feito revelações ao Ministério Público sobre possíveis fraudes em processos licitatórios na Prefeitura de Magé, não são os únicos da gestão anterior sob investigação. Dias após a operação Terra Prometida, na qual o ex-prefeito Rozan Gomes foi preso, representantes de algumas empresas que venceram licitações entre 2008 e 2011 para diversos tipos de fornecimento e realização de obras começaram a ser intimados. Na terça-feira, por exemplo, agentes estiveram na Câmara de Vereadores perguntando por dois membros da Casa e foram recebidos por um terceiro, já que os dois não se encontravam. Ainda não há maiores informações sobre a visita dos agentes, mas um dos objetivos das investigações que estão tendo continuidade seria esclarecer se vereadores ou ex-integrantes do Legislativo teriam algum tipo de envolvimento com empresas contratadas pela Prefeitura.

Fraude em licitação pode render 45 anos de cadeia

Os promotores Julia Jardim, Claucio Cardoso, Fabio Corrêa e Elisa Fraga participaram das investigações que resultaram na operação Terra Prometida É quanto o MP acredita que o ex-prefeito de Magé Dinho Cozzolino pode pegar se for condenado na operação Terra Prometida

A operação Terra Prometida realizada ontem pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público no município de Magé é fruto de denúncia apresentada em novembro de 2010 por Yacemir de Oliveira Fernandes, o Branco, assassinado no dia 29 de dezembro daquele ano, pouco mais de um mês após ter revelado em depoimento ao MP que um processo de licitação teria sido montado em 2009 para favorecer a empresa FFM Terra, contratada na gestão do prefeito Rozan Gomes por R$ 22,4 milhões para locar máquinas e caminhões por um período de um ano. De acordo com a promotoria, a firma que era representada pelo empresário Fábio Figueiredo Moraes, o Fabinho, pré-candidato a vereador pelo PR, pertenceria na verdade ao ex-presidente da Câmara e também ex-prefeito da cidade, Anderson Cozzolino, o Dinho. Fábio, Anderson e a ex-deputada estadual e ex-secretária de Educação Jane Cozzolino, além do ex-secretário de Obras Jefferson Oliveira, tiveram prisão preventiva decretada e estão foragidos. Rozan é o único preso até agora e ao todo foram indiciadas 13 pessoas pelos crimes de fraude em licitação, peculato, corrupção ativa, coação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

MP faz arrastão em Magé

     O ex-prefeito de Magé, Rozan Gomes foi preso na manhã de hoje por agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público, que também estão atrás de outro ex-prefeito, Anderson Cozzolino, o Dinho e do ex-secretário de Obras Jefferson de Oliveira. A operação Terra Prometida foi montada pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MP para cumprir mandados de prisão expedidos pela Justiça a partir de inquérito que apurou supostos  crimes de peculato, fraude em licitação,  corrupção ativa, coação, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, envolvendo a empresa FFM Terra Locadora de Veículos e Máquinas, que, segundo a promotoria, seria de Anderson Cozzolino, mas representada por Fábio Figueiredo Morais e Fabiana Dias Fernandes. De acorrdo com o MP, a FM Terra teve como “concorrente” no processo licitatório a empresa Ambiental do Futuro, que seria constituída por funcionários da rede de  postos de gasolina da família Cozzolino. Também estão sendo procurados pelos agentes Fábio Figueiredo e a ex-deputada estadual Jane Cozzolino.