Paracambi vai parcelar dezembro e quitar 13º de uma vez

Salário de fevereiro sairá antes do carnaval e aprovados em concurso serão convocados de forma gradativa, de acordo com o tamanho do impacto financeiro

A prefeita Lucimar Cristina da Silva Ferreira (foto) vai emitir decreto com a proposta de pagamento de débitos atrasados aos servidores de Paracambi e isto poderá acontecer ainda esta semana. O ex-prefeito Tarciso Pessoa deixou fechadas as folhas de dezembro e do décimo terceiro, mas não separou os recursos necessários para isto, como manda a Lei de Responsabilidade Fiscal. É impossível saber, por exemplo, o destino dado aos R$ 4.360.541,72 do Fundo de Participação dos Municípios e aos R$ 1.460.018,06 do Fundeb, valores creditados no último mês de 2016. A proposta do governo deverá ser a de pagar o décimo terceiro de uma só vez e dividir dezembro em seis cotas. Sobre o salário de fevereiro já está definido que o pagamento vai acontecer até a próxima sexta-feira, dia 24.

`Beija-mão´ em Parcambi é na Secretaria de Governo

Marido manda mais que a prefeita eleita

A fisioterapeuta Lucimar Cristina da Silva Ferreira (PR) foi a única prefeita eleita na Baixada Fluminense nas últimas eleições e desde o dia 1 de janeiro “comanda”o município de Paracambi. Entretanto, segundo alguns membros do próprios governo, quem está dando as cartas por lá é o marido dela, o médico Flavio Campos Ferreira (foto), que mesmo enquadrado pela Lei da Ficha Limpa e impedido de disputar um cargo eletivo, foi nomeado secretário de Governo e vem atuando como prefeito de fato. O candidato era ele que - esgotados os recursos jurídicos - deixou a vaga majoritária do PR para Lucimar, que hoje, até para dar uma entrevista depende da presença dele. O poder de Flávio é percebido logo nos corredores da Prefeitura, externado pela “fila do beija-mão”. Nelas estão vereadores, colaboradores de campanha à espera de um emprego e fornecedores em potencial, além de credores do município, uma vez que o prefeito Tarciso Pessoa deixou pendências com várias empresas e também com os servidores. 

Japeri vai esperar decisão judicial sobre concurso

E o prefeito afirma que não haverá aumento para os professores

O município de Japeri fechou o primeiro mês de 2017 com o total de R$ 5.183.694,68 em repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, R$ 2,5 milhões a mais que o valor da folha de pagamento do pessoal do setor, estimado em R$ 2,6 milhões. Mesmo assim o prefeito Carlos Moraes Costa (foto) afirma que não há como conceder aumento aos servidores e alega que a folha de pessoal da Educação consome 90% da receita do Fundeb. As declarações do prefeito estão no áudio de uma entrevista por ele concedida ao site Japeri News, na qual compara a situação dos professores locais com os da cidade vizinha, Paracambi, onde os profissionais de ensino recebem, em média, R$ 1.400 por mês contra os R$ 2.450 do menor salário na rede de Japeri.

Privatização da Cedae deve gerar efeito dominó nos municípios

Cidades como Magé poderão ter serviço próprio de abastecimento de água

Autossuficiente em água potável, Magé é refém da Cedae há varias décadas. Embora com ricos mananciais, o município tem vários bairros sem abastecimento regular e outros pelos quais sequer passa uma tubulação. A realidade poderia ser outra se os mageenses fossem abastecimentos por um serviço próprio, a exemplo do que ocorre há muitos anos com os Saaes (Serviços Autônomos de Água e Esgoto) implantados com sucesso no interior fluminense. O prefeito Rafael Santos de Souza, o Rafael Tubarão (PPS), ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas não será surpresa se ele vir a acenar com municipalização do serviço, medida que já vem sendo adotadas por vários municípios, inflada com a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos, que vai acontecer através de Parceria Público Privada (PPP).

Herança maldita pode chegar a R$ 100 milhões em Paracambi

Segredo sobre contas públicas fere a lei e levanta suspeitas

Os repasses externos para o município de Paracambi entre 1º de novembro até ontem chegaram a R$ 9.838.170,52, sendo R$ 2.803.043,11 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação. Foram quase R$ 2 milhões a mais que o total verificado no mesmo período em 2015, que teve o registro de R$ 7.944.860,23 (R$ 2.506.531,72 do Fundeb), segundo revelam dados do Demonstrativo de Distribuição de Recursos do Banco do Brasil. Os números são “coisa pouca”, “quase nada” em comparação aos cerca de R$ 900 milhões que o prefeito Tarciso Pessoa (foto) teve para administrar esta pequena cidade da Baixada Fluminense nos seus dois mandatos consecutivos, mas, independente de valores, o fato é que não se sabe onde e em que os recursos públicos são aplicados, já que as contas são mantidas em segredo, contrariando o que determina a Lei da Transparência, legislação que o prefeito petista que vai sair do governo no próximo dia 31 e deixar uma herança maldita estimada em cerca de R$ 100 milhões em dívidas faz questão de ignorar.

Guapimirim paga três vezes mais por funcionário terceirizado

Rui Aguiar concluiu em outubro processo de terceirização de mão de obra iniciado em fevereiro pela vereadora Rizê Silvério, na época secretária de Educação Trabalhador com salário de R$ 980 aparece com custo final de R$ 3.763,20

Por cada copeiro lotado na rede de ensino de Guapimirim pela Rio de Janeiro Serviços, a Rio Facilities, contratada pela Secretaria de Educação, o município estaria pagando R$ 3.763,20. A empresa detém o contrato de número 56/2016, com registro de preços no valor global de R$ 2.034.312,10, com validade de quatro meses. O processo administrativo 1556/2016 - ao qual o elizeupires.com teve acesso - foi digitalizado por um grupo de servidores atentos, para ser encaminhado ao Ministério Público com um pedido de investigação. Foram feitas cópias em PDF de vários processos de compras e serviços concluídos nos últimos meses para evitar, segundo os servidores, o “sumiço” de documentos e possibilitar a resposta de possíveis ofícios do MP no futuro pela nova gestão. De acordo com os números apresentados no processo, a Prefeitura estaria pagando a empresa até três vezes mais que o valor recebido no fim do mês por cada empregado contratado para as funções de copeiro, cozinheiro, auxiliar de cozinha, vigia e encarregado de vigia.

Tarciso prepara armadilha para sucessora em Paracambi

Tarciso Gonçalves preparou uma armadilha para Lucimar que pode levar três anos pagando dívidas contraídas por ele Prefeito quer parcelar dívida, mas não revela o tamanho do rombo

A prefeita eleita Lucimar Ferreira (PR) ainda não sabe o tamanho da enrascada em que se meteu ao vencer a disputa pela Prefeitura de Paracambi. O município está falido e o atual prefeito, o petista Tarciso Gonçalves, deverá deixar para trás pelo menos dois meses de salário e bom seria se parasse aí. A dívida contraída na gestão atual com fornecedores e prestadores de serviços é enorme, mas os números em relação a ela são tão misteriosos quanto os gastos do governo ao longo dos últimos sete anos, 11 meses e 17 dias, pois Tarciso - apontado como um gestor avesso à transparência - não informa onde, em que ou com quem gasta o dinheiro público, já que esconde as contas que deveriam ser públicas numa verdadeira caixa-preta. Na semana passada, por exemplo, ele enviou à Câmara de Vereadores um projeto de lei que o autoriza a contratar com os credores operações de crédito na forma de confissão de dívidas, permitindo o parcelamento em 36 meses dos valores devidos. Isto significa dizer que, aprovada a proposta, Lucimar vai passar três dos seus quatro anos de mandato tapando o buraco aberto pelo atual prefeito que quer parcelar o débito, mas não revela quanto o município deve.

Prefeita eleita de Paracambi vai assumir no escuro

O prefeito Tarciso Pessoa - que será sucedido por Lucimar em Janeiro - não divulga as contas do município Falta de transparência pode dificultar a transição

Há exatos sete anos, dez meses e treze dias no cargo, o prefeito de Paracambi, Tarciso Pessoa (PT), vai deixar o governo e levar para casa a faixa de gestor menos transparente do estado do Rio de Janeiro, pois desde que assumiu a Prefeitura - em janeiro de 2005 - vem escondendo as contas públicas, não revelando a receita e as despesas da administração municipal, o que poderá causar sérios problemas para a sua sucessora, a prefeita eleita Lucimar Cristina da Silva Ferreira (PR), que vai assumir janeiro sem conhecer os números de uma contabilidade que a gestão atual faz questão de manter em segredo.

Impugnação de candidaturas confunde eleitor na Baixada

Carlos Moraes (Japeri), Charlinho (Itaguaí) e Deodalto (Belford Roxo) foram impugnados em primeira instância Japeri teve dois candidatos a prefeito com registro indeferido, Belford Roxo três e Seropédica cinco

“É à vera ou não é?” Isto é o que cabos eleitorais tem ouvido nas ruas de Japeri, município da Baixada Fluminense, em relação às candidaturas a prefeito de Carlos Moraes Costa (PP) e José Alves do Espírito Santo, o Zé Ademar (PSDB), que tiveram seus registros impugnados pelo juízo da 139ª Zona Eleitoral, junto com os seus respectivos vices, Cezar de Mello e Reginaldo de Souza Leão. Embora os candidatos que se encontrem na situação “indeferido com recurso” possam continuar em campanha e serem votados, os votos conferidos só serão validados se eles conseguirem reverter a situação em processo transitado em julgado, ou seja, quando não couber mais recurso judicial.

Barrado pela Justiça Dr. Flávio indica esposa em Paracambi

Flávio Ferreira repetiu o gesto de 2012: renunciou por causa da sua delicada situação jurídica Médico teve mandato de menos de seis meses em 2005, tempo suficiente para lhe render processos no Judiciário e no Tribunal de Contas

Pela segunda vez consecutiva contido pela lei em sua tentativa de disputar a Prefeitura de Paracambi, o candidato impugnado do PR Flávio Ferreira repetiu o gesto de 2012, quando, às vésperas das eleições municipais, se encontrando em situação jurídica tão delicada quanto agora, renunciou a candidatura. Desta vez, entretanto, ele indicou a esposa, a fisioterapeuta Lucimar Cristina da Silva Ferreira, para substituí-lo. Respondendo a vários processos, Flávio foi impugnado pela juíza Bruna Frank Tonial, que acatou parecer do Ministério Público nesse sentido. Flávio, que desde 2008 vem tentando eleger-se prefeito, teve um mandato relâmpago em 2005 (ficou apenas cinco meses no cargo), tendo sido cassado por compra de votos. A impugnação foi por conta de sentença transitada em julgado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a mesma que anulou os votos a ele conferidos em 2010, quando ele tentou eleger-se deputado estadual. Apesar de ficado menos de um semestre na Prefeitura o agora ex-candidato Flávio é considerado o prefeito mais processado da história do município.