Porque ainda há tempo…

… a torcida pela mudança de planos continua

● Elizeu Pires

Com o elevado índice de aprovação do governador em exercício Ricardo Couto, com a quase certeza de que o desembargador ficará governando até a posse do escolhido nas urnas, mais os números das pesquisas de intenção de votos realizadas até agora, a cada dia vai aumentando a torcida para que o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), mude os rumos de sua trajetória e decida-se por um mandato parlamentar, em vez de manter-se pré-candidato a vice de uma chapa a ser encabeçada pelo presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL).

Rogério deixou a Prefeitura com índice de mais de 70% de aprovação, é um grande aliado do presidente estadual do PP, Dr. Luizinho, e, por isso mesmo, não deverá ter dificuldade para mudar de vice-governador para deputado estadual ou federal, até porque cada um tem seus próprios votos. Ou seja, há espaço mais que suficiente para os dois, e o grupo permaneceria fortalecido na Baixada Fluminense.

“Ser vice-governador numa chapa que depende da máquina estatal com a qual não pode mais contar para se tornar competitiva, é uma grande furada. Sinto muito pelos que pensam o contrário, mas essa é a realidade: Ruas só seria viável se estive como governador, como foi projetado pelo grupo de Cláudio Castro. É preciso aceitar que deu errado. O mais inteligente seria Douglas concorrer à reeleição e Rogério lançar-se a deputado”, diz um observador mais atento aos fatos e ao que está se desenhando na política fluminense.

Gostem ou não os que defendem a chapa Douglas/Rogério, o fato é que quando o ex-prefeito de Nova Iguaçu foi anunciado como pré-candidato a vice-governador a situação era bem diferente do quadro verificado nos dias de hoje: o desenho era o de que Ruas disputaria as eleições de outubro montado na máquina administrativa, só que o quadro borrou. Isso é fato.