● Elizeu Pires

A gestão do governador em exercício Ricardo Couto está passando um pente fino em vários contratos firmados por secretarias e autarquias, com olhos bem atentos para o Instituto Rio Metrópole (IRM), onde, segundo o próprio governo, não havia transparência com os gastos públicos.
Porém, no dia 17 de julho, a Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central), ligada à Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana, firmou um contrato sem licitação, adotando a modalidade emergencial, e está dificultando o acesso ao trâmite do processo que resultou na tal emergência.
A contratação foi revelada em primeira mão pelo portal de notícias TempoRealRJ, que fez várias tentativas de obter informações sobre a contratação da empresa COL – Central de Logística, mas esbarrou numa barreira burocrática e questionável muito usada durante o governo Claudio Castro, para dificultar o acesso a determinados processos administrativo.
Sabe-se apenas que a empresa vai receber cerca de R$ 2,9 milhões para transportar os bens ferroviário da antiga Estação Leopoldina para Deodoro, e quem tenta exercer o direito controle social garantido a todo licitação por lei federal encontra o seguinte alerta no Sistema Eletrônico de Informações (SEI-RJ): “Processo ou Documento de Acesso Restrito – Para visualizar o conteúdo deste processo, entre em contato com a unidade em que ele se encontra e solicite vistas de seu conteúdo”.
A falta de transparência impede que o cidadão fique sabendo como foi feita a pesquisa de preço e em que pareceres a autarquia se baseou para concluir pela emergencial.