● Elizeu Pires

Até maio o PL fluminense achava que teria uma multidão de pesos-pesados defendendo a candidatura de Douglas Ruas a governador na Baixada Fluminense, mas a coisa, sugerem os fatos, parece ter ido para o descaminho.
Primeiro Rogério Lisboa desiste de ser o vice e o Progressistas pula da canoa que se mostra a cada dia mais furada em termos de apoio de peso.
Depois o Republicanos aplica o golpe que pode ter sido fatal para Ruas: lançou a candidatura de Anthony Garotinho que, segundo as pesquisas divulgadas nos últimos estaria empatado com Douglas nas intenções de voto.
Agora, para estragar de vez a coalhada, o União Brasil também opta pela tal da neutralidade e recusa a vaga de vice oferecida ao partido pelos “donos” do PL no estado do Rio de Janeiro.
Em termos de Baixada Fluminense – região com 13 municípios e cerca de três milhões de eleitores – o único fervor em relação ao nome de Douglas Ruas é percebido no ex-prefeito de Mesquita. Jorge Miranda (foto) eleito em 2016 pelo PSDB e reeleito em 2020 no PL – onde parece ter recebido influência daquela turma que raspa a cabeça, cruza os braços e amarra a cara nas fotos.
Miranda, que adotou um tom agressivo contra adversários como o deputado Dr. Luizinho, por exemplo, tem se esforçado tanto em favor de Ruas que anda com imagem dele praticamente já aberta no celular para apresenta-lo até aos próprios colaboradores.
Bem avaliado como gestor público, Jorge é elogiado por políticos de vários matizes partidários, mas a mudança de tom sugere que a convivência no PL pode não ter feito tão bem a ele.