Benedita critica uso político da fé e defende Lula: “O povo não é bobo”

Evangélica, Benedita da Silva, hoje deputada, já exerceu mandatos de vereadora, governadora e senadora – Foto: Divulgação

Candidata ao Senado e evangélica há muitas décadas, a deputada Benedita da Silva (PT) condenou, em entrevista, o uso da religião para fins políticos e lamentou o que chamou de “lavagem cerebral” que a extrema direita tenta fazer nas igrejas.

“O Lula é o maior líder político da América Latina. Está há anos aí e nunca fechou igreja, como diziam que ele faria; não mudou o sexo de meninas e meninos, como também disseram que faria. É um presidente que cuida das famílias. O tempo é o senhor da razão e o povo não é bobo. Por isso, ele está no seu terceiro mandato”, disse Benedita durante sabatina nesta segunda-feira (17) ao jornalista Sidney Rezende, para o podcast Pode Cobrar, que será exibido no YouTube da Rádio Tupi a partir desta terça-feira (18).

Na entrevista, Benedita explicou por que quer ser senadora e falou da necessidade de o Rio de Janeiro melhorar sua representação no Senado para que o estado receba mais recursos do governo federal para projetos estruturantes de sua economia. “Uma andorinha só não faz verão”, disse, defendendo que o primeiro voto para senador seja dela e o segundo, do seu companheiro de chapa, Pedro Paulo (PSD).

A deputada também listou os investimentos que o governo federal está fazendo no estado, como a retomada do Polo GasLub (antigo Comperj), que está gerando mais de 12 mil empregos em Itaboraí, e falou da urgência de o Senado votar a PEC da Segurança Pública, aprovada na Câmara, mas engavetada no Senado. “Eu sou totalmente a favor da criação do Ministério da Segurança Pública, mas, para isso, a PEC da Segurança precisa ser aprovada para que os papéis fiquem claros: da União, dos estados e dos municípios”, afirmou.

Benedita também defendeu a PEC da Reparação ao Povo Negro, que prevê o investimento, ao longo de 20 anos, de R$ 20 bilhões pelo governo federal para financiar o empreendedorismo de homens e mulheres negros. Ela falou ainda da necessidade de se rever as emendas impositivas do Congresso Nacional — “Isso tem que estar alinhado com a estratégia dos governos e não seguir uma lógica puramente política” —, defendeu uma revisão dos benefícios fiscais dados a empresas e uma divisão mais equitativa dos royalties do petróleo entre os municípios fluminenses. “Hoje tem municípios muito ricos ao lado de outros miseráveis”, definiu.