
O candidato a deputado estadual André Ceciliano (PT) se reuniu, na noite desta quarta-feira (2), com atores, diretores, produtores teatrais e outros profissionais do setor cultural, na sede da Companhia de Teatro Contemporâneo, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. O local é um espaço de produção cultural e centro de formação para novos atores e atrizes.
O encontro foi marcado pelo diálogo sobre as dificuldades enfrentadas por quem trabalha com produção cultural e por propostas para ampliar os investimentos no setor, sobretudo na Baixada e interior, que tem uma produção cultural e audiovisual respeitável, mas que tem poucos espaços pra crescer. Os convidados defenderam, entre outras coisas, investimentos em cinemas e teatros, além de uma melhor distribuição de verbas para eventos culturais. Uma das participantes, moradora de Belford Roxo, disse que o município, com 500 mil habitantes, não tem uma única sala de cinema, por exemplo. Outro presente fez o contraponto: Miracema, de apenas 28 mil habitantes, inaugurou uma sala de cinema em 2024 – e ela está sempre lotada!
Ceciliano destacou medidas que ajudou a construir ao longo de sua trajetória na vida pública para ampliar as possibilidades de financiamento e circulação de produções artísticas. Entre elas estão leis que ampliaram o acesso a benefícios fiscais para empresas de médio porte que patrocinam eventos culturais. “Hoje, só as gigantes como Light e telefônicas fazem patrocínio. Sou autor da lei 9.926/2022 permite que empresas de pequeno e médio porte, com Receita Operacional Bruta de até R$ 4,8 milhões, destinem até 10% do ICMS devido ao Estado ao patrocínio de projetos culturais e desportivos, o que permite que empresas que pagam até R$ 4 milhões de ICMS no ano possam patrocinar arte. Isso significa que um mercado de bairro, por exemplo, pode financiar um grupo de balé local. Só que as pessoas não sabem disso. É uma lei que precisa ser melhor divulgada”, afirmou André.
Para impedir a destruição de bens históricos e culturais do estado, tombou diversos equipamentos culturais e históricos como Patrimônio Cultural do Rio, entre eles o Cais do Valongo, o Armazém da Utopia e o Sítio Burle Marx.
O candidato destacou que a cultura também é uma forma de educação. Ao citar a Escola de Música Villa-Lobos de Paracambi, na Fábrica do Conhecimento, projeto do qual participou da criação quando era prefeito da cidade, André ressaltou o papel da cultura na formação de jovens e defendeu que a iniciativa se estenda por todo o estado. “A criança que pega num violão ou num violino nunca vai pegar num fuzil. Seria ótimo se tivéssemos pelo menos uma Villa-Lobos em cada município do Rio de Janeiro”, afirmou.
Ceciliano contou que sua relação com a cultura vem de longe. Aos 28 anos, quando ainda atuava no mercado financeiro, comprou o Cinema Imperial, tradicional sala de Paracambi, onde promovia sessões gratuitas para a população.
A relação com a música também começou cedo, quando trabalhou na loja de um tio, que vendia discos de vinil. Foi ali que desenvolveu o gosto eclético e o amplo conhecimento sobre a música regional. “Tenho muito orgulho de ter ajudado de alguma forma os fazedores de cultura do Rio de Janeiro. Gosto muito de música popular brasileira e regional, gosto muito de cinema. Cultura é o alimento da alma.”
Ao final da reunião, que se estendeu até 21h45, André Ceciliano reafirmou o compromisso de, em caso de sucesso nas urnas, seguir como um “padrinho da área cultural” na Assembleia Legislativa e manter um contato rotineiro com os agentes culturais durante o mandato.