Ao lado de Lula, Benedita encerra campanha de rua na Cinelândia
Artistas e cidadãos comuns participam de ato e contam por que votam no PT
O ato final da campanha de Lula no Rio aconteceu nesta sexta-feira, ao lado dos candidatos ao Senado Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD), do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), a primeira-dama Janja Lula da Silva, além de lideranças políticas, artistas, militantes e apoiadores.

O ato começou na Candelária, percorreu a Avenida Rio Branco e terminou na Cinelândia, no Centro do Rio. O percurso ligou dois pontos tradicionalmente associados às grandes mobilizações políticas e sociais da cidade, cenário de atos pela redemocratização, pelas Diretas Já, Fora Collor, entre outros.
Lula convocou a militância a trabalhar até o último minuto. “Não tem trégua, não tem descanso” e enfatizou a necessidade de empenho total para assegurar a vitória no primeiro turno e também apoiar candidaturas no Legislativo. Lula afirmou estar convicto de que pode vencer a disputa domingo. “Não há por que ter 2º turno se a gente pode matar a desgraça no 1º turno”, discursou o presidente.
Artistas presentes – Entre os participantes estava o cantor e compositor Diogo Nogueira, que relacionou sua presença no ato à defesa da democracia e de políticas públicas nas áreas de educação, saúde e cultura. “A importância é a gente defender o nosso país por todos os lados, pela democracia, por aquilo que o nosso povo precisa, que é ter educação, saúde, cultura, coisas fundamentais para um país como o Brasil”, afirmou.
Ao falar sobre Benedita, Diogo destacou a trajetória política da candidata. “Benedita é uma mulher que está há muito tempo nos defendendo, nos protegendo como deve ser feito. Eu vou votar nela para a gente poder continuar lutando pelo nosso povo, lutando pela nossa democracia”, disse.
O ator Marcelo Serrado afirmou que decidiu se posicionar publicamente por considerar o atual momento eleitoral decisivo. “Não tem como não se posicionar. É um momento crucial para a democracia brasileira. Todo cidadão tem que se posicionar e eu acho que era fundamental estar aqui hoje”, declarou. Serrado também manifestou apoio a Benedita e destacou a origem e a trajetória da candidata. “Eu sempre voto nela. É uma pessoa que ama o nosso estado, sempre batalha pelo nosso estado, uma mulher preta que veio da favela. Eu estou sempre com ela. Ela pode contar”, afirmou.
Povo presente – A caminhada também reuniu pessoas de diferentes regiões do estado e que associaram a participação no ato às próprias histórias de vida. O advogado criminalista Luiz Felipe Sene, de 29 anos, filho de empregada doméstica e de metalúrgico, contou que deixou o interior de São Paulo e veio para o estado do Rio depois de ingressar em uma universidade pública. Segundo ele, sua trajetória profissional foi influenciada pelas políticas de expansão do ensino superior.

“Eu sou a síntese das políticas públicas dos últimos anos. Sou filho de uma empregada doméstica e de um metalúrgico e pude, a partir das políticas públicas, ingressar numa universidade pública e fazer um dos melhores cursos de Direito do país”, afirmou.
Da Baixada ao centro do Rio – A estudante de História Tifhanny dos Santos Oliveira, que veio da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Seropédica, participou da mobilização organizada por professores e estudantes da instituição. Nascida em Açailândia, no Maranhão, ela contou que se mudou para o Rio de Janeiro para continuar os estudos e está próxima de concluir a graduação. Tifhanny, que se identificou como descendente dos povos originários, disse que pretende ser professora de História.
“A gente veio em defesa da candidatura do presidente Lula, acreditando que esse é o melhor para o Brasil neste momento e que é extremamente importante estarmos aqui agora”, afirmou.
A restauradora Beatriz de Barros, de 36 anos, que trabalha em uma instituição pública e em museu público, também participou do ato. Ela afirmou que sua presença estava relacionada à preocupação com o futuro das instituições e com a preservação da democracia.Rui Barbosa, no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ao lado da candidata ao Senado, Benedita da Silva, Alckmin discursou para apoiadores na reta final da campanha eleitoral e convocou a militância a ir às ruas para dialogar com os eleitores que ainda estão indecisos.
“Política não se obriga, se conquista”, cravou o vice-presidente. Alckmin orientou os presentes a usarem os dias que restam até a votação para apresentar argumentos consistentes e pacíficos à população.
“É hora de levar argumentos e fazer o debate comparativo entre o que o Brasil já viveu e o que vive hoje.”
Defesa da democracia – Durante a sua fala, o vice-presidente enfatizou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o responsável por salvar a democracia no Brasil. “Se eles perderam e tentaram dar o golpe, imagine se tivessem ganhado”, disso.
Alckmin também direcionou críticas a Flávio Bolsonaro (PL) como sendo a “candidatura da mentira”, acusando o adversário de mentir seguidas vezes sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O vice-presidente apresentou dados econômicos para demonstrar a mudança de prioridades na gestão federal, confrontando as ações do governo anterior com as medidas atuais. Ele ironizou as prioridades da gestão passada, lembrando que foram retirados impostos de jet-skis e armas de fogo. Em contrapartida, destacou que o atual governo garantiu a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 e que, a partir de 1º de janeiro, haverá imposto zero para itens da cesta básica e produtos de higiene pessoal.
Apontou ainda a redução drástica nos índices de desemprego e o crescimento real da renda das famílias brasileiras.
Memória da pandemia – O momento mais emblemático do discurso foi marcado pela lembrança das vítimas da pandemia de Covid-19. Alckmin criticou duramente a postura da gestão anterior frente à crise sanitária.
“O Brasil abriga apenas 3% da população mundial, mas concentrou 10% das mortes globais por Covid-19, resultando na perda de 720 mil vidas, por causa do negacionismo deles”, disse.
Benedita elogiou Alckimin – “o vice que trabalha e não atrapalha”, definiu e deu graças a Deus por ele ter escolhido “ficar do lado certo da história”, ao lado da democracia e de quem defende o povo mais pobre.
A candidata conclamou pelo fortalecimento da bancada progressista no Congresso Nacional e lamentou a postura dos adversários que tiraram do contexto uma fala do presidente Lula sobre o Setembro Amarelo para distorcer suas palavras e produzir fake news nas redes sociais como se ele não respeitasse meninas e mulheres. “Ninguém nesse país fez tanto pelas crianças do que o presidente Lula. É lamentável tudo isso que temos assistido”, concluiu.