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23/10/2026 - 07:15

Prefeitura de Itaguaí vai à Justiça para recuperar dinheiro dos servidores investido pela gestão anterior no Banco Master

● Elizeu Pires

No último ano da gestão do agora ex-prefeito Rubem Vieira de Souza, o Dr. Rubão (foto), o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Itaguaí (Itaprevi) aplicou cerca de R$ 60 milhões no Banco Master, dinheiro que deveria estar guardado para garantir a aposentadoria dos funcionários da Prefeitura. Dividida em dois aportes, a aplicação foi autorizada pela então presidente do Itaprevi, Fernanda Pereira da Silva Machado – não se sabe ainda se por decisão própria ou por ordem superior.

O dinheiro do Itaprevi foi aplicado em papéis não protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos – Foto: Arquivo

Fernanda, uma advogada que antes havia passado pelo Rioprevidência – onde atuou como gerente de controle interno –, foi nomeada por Rubão em 2024, dias antes do primeiro aporte ser feito. Ela foi exonerada em janeiro de 2025 pelo prefeito em exercício Haroldo Jesus, mas foi reconduzida ao cargo no dia 18 de julho, assim que Rubão se sentou na cadeira por força de uma liminar do ministro Dias Toffoli, do STF, sendo novamente demitida por Haroldo em novembro de 2025.

Ação judicial – Nesta quinta-feira (22), o prefeito em exercício – que concorre na eleição suplementar marcada para este domingo (25) – afirmou que sua gestão  já concluiu uma auditoria foi concluída e anunciou que pretende ingressar com uma ação civil pública para buscar a recuperação dos recursos.

O objetivo é recuperar os cerca de R$ 60 milhões investidos pela gestão anterior em Letras Financeiras (LFs) do Banco Master – até porque não há nenhuma garantia de devolução por parte da instituição financeira que recebeu o dinheiro dos servidores.

O tipo de aplicação escolhido não é protegido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), mas ainda assim a direção do Itaprevi fez dois aportes no Banco Master. O  primeiro deles, no valor de R$ 29,6 milhões, foi liberado em em 28 de junho de 2024, e no segundo, de R$ 30 milhões, foi feito no dia 3 de julho do mesmo ano, mesmo de cinco meses antes do fim do mandato de Rubão.

*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria

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