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02/11/2026 - 09:00

Governo diz que arrecadação do estado está em recuperação, mas repasses para a saúde nos municípios sofrem cortes e atraso

● Elizeu Pires

No mês de agosto, segundo informações do próprio governo, o estado do Rio de Janeiro teve um superávit de R$ 9 bilhões. A gestão interina cortou cargos reviu contratos e a avaliação do secretário estadual de Fazenda, Guilherme Mercês, é de que deverá ser possível encerrar o ano 2026 com saldo positivo. Já em alguns municípios, a situação é bem diferente, principalmente em relação aos recursos financeiros para a saúde, pois houve redução nos repasses e as transferências estão chegando com atraso, apesar de governo estadual falar em superávit e saldo positivo.

O HMJK está com o setor de emergência fechado por conta da redução e atraso nos repasses do governo estado – Foto: Divulgação

É o caso, por exemplo, do município de Nova Iguaçu, que em outubro não recebeu nada referente à ajuda financeira para o Hospital da Posse e para a Maternidade Municipal Mariana Bulhões, que atendem pacientes de toda a Baixada Fluminense.

Fornecedores e prestadores de serviços preocupados

Nova Iguaçu é apontado como o município da região mais prejudicado com a redução e os atrasos, o que afeta diretamente fornecedores e prestadores de serviços, que se esforçam para não deixar o problema comprometer o atendimento.

O Hospital da Posse, por exemplo, deveria receber, ao longo de 2026, R$ 336 milhões em 12 parcelas de R$ 28 milhões, ajuda financeira definida por meio da Resolução 3944. Já os repasses para a Maternidade Mariana Bulhões deveriam ser este ano de R$ 8,6 milhões por mês.

No município de Nilópolis a Prefeitura já fechou o setor de emergência do Hospital Juscelino Kubitscheck, pois o repasse mensal que deveria ser de R$ 5,6 milhões e caiu para R$ 1 milhão está atrasado há dois meses.

Em Nova Iguaçu, ao contrário de Nilópolis, a Secretaria Municipal de Saúde não fechou nenhum setor nem pretende reduzir o atendimento em nenhuma das unidades diretamente atingidas pelo que já está sendo chamado de insensibilidade por parte do governo estadual.

*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria

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