Geral

31/10/2026 - 16:50

Nova Iguaçu: Se ficarem na dependência dos repasses do governo estadual Hospital da Posse e Maternidade Mariana Bulhões não funcionam

● Elizeu Pires

Não é apenas o Hospital Juscelino Kubitscheck que vem sendo atingido pelo que está sendo visto como falta de sensibilidade por parte do governador em exercício Ricardo Couto e do secretário da Casa Civil, Flávio Willeman.

A unidade de Nilópolis sofreu corte de mais de R$ 4 milhões no repasse mensal que deveria ser de R$ 5,6 milhões, e pode ter o setor de emergência fechado, mas tem unidades de maior porte passando por dificuldades proporcionalmente maiores, situação criada pela inobservância de resoluções da Secretaria Estadual de Saúde pela gestão interina.

Trata-se do Hospital Geral de Nova Iguaçu (HGNI), mais conhecido como Hospital da Posse, e da Maternidade Municipal Mariana Bulhões, que atendem toda a Baixada Fluminense e não podem ficar sem a contrapartida do governo estadual. O HGNI, por exemplo, deveria receber este ano R$ 28 milhões mensais, mas os repasses estão muito distantes disto e vem sendo feitos com atraso.

De acordo com a Resolução 3944, o Hospital da Posse deveria receber, durante o exercício de 2026, R$ 336 milhões em 12 parcelas. Sem este recurso o HGNI tem o funcionamento prejudicado e o município é obrigado usar dos já escassos recursos próprios para manter um hospital de grande porte – cujo atendimento é estendido a moradores de vários municípios da Baixada e de outras regiões – operando.

No caso da Maternidade Mariana Bulhões, a ajuda financeira no exercício de R$ 2026 deveria ser de R$ 103,2 milhões. Ela esta fixada na Resolução 3943, que determina o repasse mensal de R$ 8,6 milhões mensais.

*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria

Matéria relacionada:

Redução de repasses do estado pode causar fechamento da emergência do hospital de Nilópolis