Solução política que evitou o pior em Niterói precisa ser adotada em Nova Iguaçu, “e com urgência”, diz quem entende do riscado
● Elizeu Pires
Em 2020, graças ao apoio do então prefeito Rodrigo Neves (PDT), Axel Grael venceu a disputa pela Prefeitura de Niterói logo no primeiro turno, com 62,56% da votação válida, exatamente 151.846 votos. Empossado no dia 1º de janeiro do ano seguinte, Grael não conseguiu implantar uma marca de seu governo, que estava mal avaliado até que uma providência salvadora foi tomada: Neves assumiu o cargo de secretário Executivo e, para descontentamento dos opositores, tirou mesmo a gestão de Grael da estagnação e, quando, chegou 2024, atropelou os adversários nas urnas, vencendo a eleição no primeiro turno.

Do outro lado da ponte, na Baixada Fluminense, mais precisamente em Nova Iguaçu, situação semelhante pode estar sendo desenhada na encolha, e poderá ser ótima para o município se vir acontecer: Sem marca própria, mal avaliado e blindado por um grupo de “gênios” que o afastam dos que realmente botam a cara para defendê-lo, o prefeito Dudu Reina, deverá ser obrigado a aceitar uma solução caseira, semelhante a adotada em Niterói, pois, do contrário, quando 2028 chegar, não deverá ter a mínima condição de disputar a reeleição.
O prefeito não pode esquecer que não foram os vizinhos de porta no Palácio das Almas (nome dado ao prédio da Prefeitura por estar ao lado do cemitério central da cidade) que com ele dividem o espaço mais confortável, que lhe garantiram a vitória, pois Reina jamais teria vencido as eleições de 2024 sem as ações e as estratégias da dupla Rogério Lisboa e Dr. Luizinho.
O primeiro, com mais de 70% de aprovação como prefeito reeleito, o lançou e foi para as ruas atrás dos votos. O segundo, segurou as pontas, enquadrou os aliados que não aceitavam o nome escolhido, e o resultado foi a maior votação já conferida a um prefeito em toda a história do município: Reina somou 292.459 votos, o que representa 74,77% da votação, batendo o recorde que pertencia a Lindberg Farias (PT), que em 2008 foi reeleito com 263.292 votos, o equivalente a 65,35% da votação apurada.
Sumido desde a derrota de Eduardo Paes (PSD) para Douglas Ruas (PL), Rogério Lisboa pode acabar voltando ao cenário político iguaçuano. Isto para o desespero dos “gênios” vizinhos de gabinete de Reina, que se acham com maior poder de mando que o próprio, que, sabe-se lá por que, os escuta em pelo menos quase tudo.
Hoje, quem realmente torce para o governo dar certo, acredita que, quando janeiro chegar, Lisboa poderá ter um gabinete no segundo andar da Prefeitura, assumindo, se não uma Pasta novinha com o nome de Secretaria Executiva, a de Governo.
Isto se os vizinhos de porta não tiverem convencido o prefeito de que a ajuda de Rogério e do Dr. Luizinho já não seria mais necessária, assim como o trabalho dos que lhe pavimentaram a estrada.
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