Prefeito cala oposição em Casimiro de Abreu: dupla de vereadores abandona plenário para não ouvir resposta a ataque pessoais

O prefeito Antonio Marcos fez o desabafo logo após receber a homenagem

O que deveria ter sido uma sessão solene para a entrega da Medalha Poeta Casimiro de Abreu a personalidades que contribuem para o desenvolvimento da cidade acabou servindo para mostrar que os vereadores do bloco de oposição são muito é de fritar bolinho em gordura fria, fugindo da raia na hora do vamos ver. Isso ficou claro quando o prefeito Antonio Marcos Lemos (PSC), um dos homenageados, foi à tribuna para discursar e começou a fazer um desabafo citando os dois membros da casa que se apresentam como opositores ao governo, mas limitam-se ao campo pessoal, falando da vida familiar e religiosa. Os vereadores Bruno Miranda e Rafael Jardim (ambos do PMDB), mostrando despreparo para o desempenho parlamentar, deixaram suas cadeiras e a impressão de que realmente só se pronunciam na ausência do alvo de seus ataques verbais, a imagem de quem cutuca a onça com vara curta e quando essa levanta a cabeça, mete o pé.

“Todas às vezes que não estou aqui os vereadores de oposição falam da minha pessoa. Quando eu estou eles não falam. Quando venho eles pedem paz. Eu gosto de falar assim (na cara). Primeiro quero dizer que essa é uma casa de leis. Tem que haver responsabilidade com o que se fala”, dizia Antonio Marcos quando foi interrompido aos gritos por Bruno, que não queria deixar que o prefeito continuasse. Como o presidente da Câmara, Alessandro Macabu, não permitiu a interrupção, Miranda deixou o plenário acompanhado por seu colega de oposição esquisita, Rafael Jardim.

Além de dar lugar ao desabafo do prefeito, a sessão solene serviu também para que a platéia ficasse sabendo que Bruno, um homem que hoje freqüenta a igreja católica e ajuda o padre na comunhão, já teria feito coisa do arco da velha, com um comportamento que se conhecido dos moradores de Casimiro de Abreu ele certamente não teria um mandato de vereador. “Sou católico apostólico romano e não por causa de padre ou par dar satisfação a sociedade. Sou pelo Deus que eu sirvo e por causa de Maria. O que não pode é a igreja aceitar um homem desses como ministro da comunhão, uma pessoa que em testemunho confessou que vendia cocaína e que matou um homem. Essa oposição pessoal não tem moral para falar da minha pessoa nem do nosso governo”, concluiu o prefeito Antonio Marcos, sendo aplaudido pela platéia e pelos demais membros da Câmara.

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