Apreensão de celulares de Claudio Castro estaria causando insônia em muita gente, comentam nos ambientes de poder

● Elizeu Pires

A cobertura do ex-governador, na Barra da Tijuca, foi visitada duas vezes em 15 dias pela Polícia Federal – Foto: Reprodução

Foram informações colhidas nos celulares apreendidos de Daniel Vorcaro – dono do Banco Master que está preso e tentando uma delação premiada – que levaram a Polícia Federal ao ex-governador Claudio Castro, na 8ª fase da Operação Compliance Zero, realizada em 26 de maio. Mas 10 dias antes, na Operação Sem Refino, agentes da PF apreenderam celulares e um tablet na cobertura de Castro, na Barra da Tijuca, e, desde então, muita gente estaria precisando fazer uso de remédios para dormir.

Ao todo seriam cinco dispositivos eletrônicos sendo periciados e o conteúdo que poderá ser encontrado é o que estaria intranquilizando a muitos, mas tem outras coisas acontecendo que podem contribuir para aumentar ainda essa tal de insônia, as sindicâncias abertas no Detran e o pente fino nos contratos firmados via Detro, aquele órgão que deveria fiscalizar as empresas que operam linhas intermunicipais de ônibus, que nunca funcionou como deveria..

Até onde se sabe os investigadores estão examinando com lupa o volume de informações extraídas dos aparelhos usados pelo ex-governador, o que teria aumentado bastante o clima de tensão, que já era considerado alto em parte da Alerj desde a prisão do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, e da apreensão de seus telefones e de uma planilha que registrava a distribuição de cargos na estrutura estadual para os parlamentares da base aliada. Teme-se que as prisões de Rodrigo Bacellar (União) e do deputado Thiago Rangel (Avante) não sejam as únicas manchas na imagem da Casa, o que teria peso dobrado em ano eleitoral.

Desistência – Conforme já foi revelado na última quinta-feira (28), o ex-governador não vai mais concorrer ao Senado. Ele informou sobre a sua desistência em vídeo divulgado via redes sociais, o que já estava sendo  esperado pelo comando de seu partido, o PL, que resolveu abrigá-lo em sua estrutura, contratando-o como advogado.

Ao comunicar sua desistência Claudio Castro falou sobre dias “muito difíceis, dias de exposição, dias de mentiras, dias de narrativas”, que estava diante daquilo “que transforma atos que eram corretos em tentativa de criminalizar algo que era correto”.

Afirmou que estava deixando de ser candidato para focar em sua defesa: “Vocês sabem, eu sou advogado e eu já analisei, sobretudo, esses dois processos. Não tenho dúvida que a verdade será esclarecida. Não tenho dúvida que as meias-verdades cairão. Mas, para isso, eu preciso de tempo. Preciso cuidar dos meus filhos, da minha casa, da minha esposa, das pessoas que eu amo, das pessoas que estiveram comigo durante toda essa caminhada”.

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