● Elizeu Pires

A sexta fase da Operação Unha e Carne, realizada nesta terça-feira (7) pela Polícia Federal, pode ter tirado da corrida eleitoral para o Senado o ex-prefeito de Belford Roxo, Marcio Canella.
Um dos alvos das ações de busca e apreensão, o político acabou preso pelos agentes da PF, que em encontram um fuzil calibre 556, sem registro, no carro dele. Canella alegou que arma não é de sua propriedade, mas recebeu ordem de prisão em flagrante.
Game over? – Logo pela manhã, quando saíram as primeiras informações sobre a operação, gente do PL começou a defender a substituição de Canella, que já estava em pré-campanha com apoio do presidencial do partido, Flávio Bolsonaro, cuja mãe, Rogéria Nantes Braga Bolsonaro, foi indicada para ser suplente na chapa que seria encabeçada pelo ex-prefeito de Belford Roxo.
Além do ex-prefeito, são alvos da operação o inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Pablo Jukia Felix Ferreira, o Pablo Russo, que integrou a equipe de outro investigado, o ex-secretário Marcus Amim, em várias delegacias. Pablo é citado como dono uma rede de postos de gasolina, que estariam ligados a parentes dele.
Ao todo foram cumpridos na parte da manhã 19 mandados de busca e apreensão no Rio, Resende, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. Em Niterói, na casa de um policial, que não teve o nome revelado, os agentes da PF apreenderam armas, joias e dinheiro e carros de luxo
De acordo com levantamento do Coaf, a rede de postos teria feito movimentações financeiras de R$ 7,6 bilhões
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