● Elizeu Pires

O mês de dezembro de 2024 pode ter sido o pior da vida de muitos funcionários contratados ou nomeados em cargos comissionados da Prefeitura de Belford Roxo, trabalhadores que ficaram sem salário, décimo terceiro e com a mesa vazia no Natal.
Verbas rescisórias então, nem pensar. Mas para alguns privilegiados como David Carneiro de Freitas, primo do então prefeito Wagner dos Santos Carneiro – que teria conseguido inteira quitação – e os que receberam vultuosas quantias via PIX, pagamentos que a Procuradoria Geral do Município denunciou como irregulares ao Ministério Público, dezembro foi de fartura na mesa e no bolso.

Pelo menos é o que sugerem dados do sistema que registram as despesas empenhadas e pagas pela administração municipal. Segundo o documento, David (foto) que hoje, com sua equipe oriunda de Belford Roxo, responde por todo o setor de Recursos Humanos da Prefeitura de São João de Meriti, teria recebido R$ 160 mil em 31 de dezembro, último dia da gestão de Waguinho, a título de quitação de férias vencidas e verbas rescisórias.
As reclamações dão conta de que servidores com contratos provisórios teriam ficado até três meses sem receber na gestão passada, conta que ainda não teria sido acertada pela nova gestão. Porém, alguns privilegiados do grupo do ex-prefeito não teriam do que reclamar. Em relação a David Carneiro ele não teria chegado a ficar um mês desempregado, pois logo foi abrigado na Prefeitura de São João de Meriti, para onde também foram levados alguns colaboradores.
De acordo com o documento, a quitação dos valores devidos ao hoje responsável pelo RH de Meriti, foi garantida por meio do empenho 1357 e justificada como “despesa com pagamento de verbas rescisórias período de janeiro”. Ainda pelo que está no documento, o valor que aparece como liquidado é de R$ 160 mil, não teria ocorrido nenhum estorno ou retenção, registrando como valor real pago efetivamente o mesmo total.
*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria