Rede Sol tem contrato suspenso pela Prefeitura do Rio, mas continua faturando em vários municípios fluminenses, já tendo recebido cerca de 160 milhões de sete deles nos últimos anos

● Elizeu Pires

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Por ter sido citada nas investigações que apuram suposto elo da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) com empresas do setor de combustíveis, a Rede Soul Fuel Distribuidora teve a contratação suspensa pela Prefeitura do Rio na última semana, mas continua contratada por vários municípios fluminenses, entre eles Arraial do Cabo, Itaboraí, Maricá, Nilópolis, São Gonçalo, Silva Jardim e Volta Redonda, nos quais já recebeu cerca de R$ 160 milhões nos últimos anos, de acordo com dados dos sites oficiais desses municípios.

A Rede Sol foi uma das vencedoras da licitação para fornecer óleo diesel aos ônibus do BRT durante um ano, mas a Secretaria Municipal de Integridade e Transparência, resolveu rever o processo e decidiu manter apenas parcialmente o resultado, até que as investigações do Ministério Público de São Paulo, no âmbito da Operação Carbono sejam concluídas.

Faturamento – De 2021 a setembro de 2025 a empresa recebeu R$ 49,6 milhões da Prefeitura de Maricá. Outros pagamentos foram feitos a Rede Sol depois isso, mas não dá para saber os novos valores, porque o sistema que registra as despesas empenhadas e pagas pelo município não está em manutenção.

Depois de Maricá, São Gonçalo é o segundo município em valores pagos a empresa, chegando ao total de R$ 29,6 milhões, em transferências feitas entre 2021 e fevereiro deste ano. Em seguida vem Volta Redonda, com R$ 26,8 milhões pagos de 2021 a 25.

Da Prefeitura de Itaboraí já recebeu R$ 22,8 milhões pelo fornecimento de combustíveis, enquanto o município de Arraial do Cabo quitou faturas que somam R$ 11,6 milhões. A Rede Sol recebeu R$ 9,3 milhões da Prefeitura de Silva Jardim, mesmo valor pago a ela pela administração municipal de Nilópolis.

*O espaço está aberto para manifestação dos citados na matéria