Sem mais nada a oferecer, Claudio Castro deve ser deixado de lado pelo PL

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução

Queridinho da turma que não consegue viver sem cargos e contratos com o governo, o ex-governador do Rio, Claudio Castro (foto) deverá mesmo ser deixado de lado e já nos próximos dias. Sua pré-candidatura ao Senado teria passado a ser vista como coisa do passado por aqueles que controlam o partido ao qual está filiado, e, segundo gente que orbitava o universo de poder nos tempos de Castro governador, a qualquer momento o nome do xerife Felipe Curi, ex-secretário de Polícia Civil poderá ser anunciado em substituição, por ser considerado o único com peso para tal.

A oitava fase da Operação Compliance Zero, realizada na manhã desta terça-feira (26) no âmbito das investigações sobre as aplicações feitas pelo Rioprevidência e Cedae em papeis sem garantias do Banco Master, pode ter sido a gota d’água em um pote que já estava prestes a transbordar.

Alguns dos aliados de ontem já não escondem mais a vontade de sair de perto de quem hoje veem como “figura tóxica”. O “grande amigo”, para aqueles que sempre bajulam o poder para ver o que pode cair da mesa farta, já não seria mais digno nem de receber um bom dia.

Os poucos amigos leais que ainda restam ao ex-governador deixam escapar que ele foi uma “mãe” para deputados de pequena e baixa estatura política, que nunca ignorou um pedido de ajuda de um prefeito, e que levou obras para todo o estado sem questionar ideologia ou partido político, mas parece que nada disso é levado em consideração hoje.

Da operação desta terça-feira também foi alvo o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon, que se encontra preso e estaria sendo aconselhado a firmar um acordo de colaboração premiada. Deivis está sendo investigado pela aplicação de R$ 970 milhões do fundo de aposentadoria dos servidores do estado do Rio de Janeiro, mas também tem os aportes em fundos do Banco Master pela Cedae, o que eleva o prejuízo á cerca de R$ 3 bilhões.

As investigações ainda estão longe do fim e novos nomes ainda devem surgir, porque Davis certamente não decidiu nada sozinho, mas uma sentença pelo menos já é conhecida: o PL, que faz de tudo para proteger o senador Flávio Bolsonaro – que segundo o presidente da legenda, Valdemar da Costa Neto voltou a se encontrar com o dono Banco Master quando este já estava em prisão domiciliar para pedir mais dinheiro para o filme do pai –, ao que parece, já largou a mão de Claudio Castro.