Ações da PF tem deixado políticos com insônia no Rio e nível de tensão tende a aumentar, pois novas operações estariam sendo preparadas

● Elizeu Pires

Tudo começou com as prisões de TH Joias e Rodrigo Bacellar – Foto: Reprodução

A sexta fase da Operação Unha e Carne, realizada pela Polícia Federal na última terça-feira (7), não foi a última da série. Outras estariam sendo preparadas no âmbito de inquéritos que apuram o envolvimento de políticos com o crime organizado, suspeitas que caem sobre deputados estaduais do Rio, em relação a supostas ligações com milícias e facções criminosas.

Essas operações são autorizadas à Polícia Federal pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que, anteontem (8), por exemplo, manteve a prisão do ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato a senador pelo União Brasil, Marcio Canella, por posse ilegal de um fuzil, arma encontrada em um dos carros usados por ele.

Nos ambientes de poder, os comentários são de que haveria muita tensão na Assembleia Legislativa. O clima, que já era de apreensão desde a prisão do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), está cada dia mais esquisito e as coisas só pioraram está semana com transferência de Bacellar para um presidiio federal em Brasília e com a prisão de Canella.

A transferência fez o aumentar as expectativa de uma delação premiada, o que poderia complicar a vida de alguns dos seus aliados.

Segundo se espera, as próximas ações devem deputados de centro-direita, parte deles do grupo de apoio ao senador Flávio Bolsonaro, que viu vários de seus aliados – a exemplo de Bacellar e Canella – caírem nas malhas da Polícia Federal. “Uma semana sem operação da PF é uma semana de alívio no meio político, mas ultimamente tem muita gente sobressaltada. Infelizmente o crime organizado ultrapassou a barreira”, diz um veterano da Assembleia Legislativa.