Precisa-se de uma identidade. E com urgência…
● Elizeu Pires

Eduardo Reina Gomes de Oliveira, mais conhecido como Dudu Reina, era assessor do então prefeito Rogério Lisboa, quando foi indicado para concorrer a um mandato de vereador em 2020. Foi o terceiro mais votado, somando 8.167 votos.
Ainda pela indicação de Rogério, foi escolhido para presidir a Câmara Municipal e exerceu bem o seu papel. Chegou 2024, e contra uma legião de “inimigos”, foi colocado como candidato a prefeito, no que contou muito com o forte braço político do deputado Dr. Luizinho.
Aí não teve jeito. A legião foi obrigada a baixar a bola, recolher as armas – alguns muito contra a vontade – e cair dentro na campanha. Não deu outra: Dudu foi eleito logo no primeiro turno. Foram 292.459 votos (74,77%), a maior votação já obtida por um candidato a prefeito em toda a história de Nova Iguaçu, superando Lindberg Farias, que ostentava o título desde 2008, quando foi reeleito com 263.292 votos, o equivalente a 65,35%.
Passados um ano e nove meses desde a posse de um prefeito que começou a campanha com apenas 3% das intenções de voto, não dá para dizer hoje a quantas anda a aprovação do governo, mas pode-se afirmar que Dudu é mais de rua que de gabinete, o que, na visão de gente que entende do riscado, é muito bom. Só que para este bom dar resultados é preciso imprimir uma marca própria, o que parece que os “gênios” que cercam o prefeito ainda não tiveram tempo de ajudá-lo a conceber, pois gastam os dias com afazeres que lhes parecem mais produtivos para si mesmos.
Quem acompanha o governo vê que os dão dando as cartas e dizem quem pode ou não ser atendido são os mesmos que cercavam o então presidente da Câmara, uma gente que coloca o prefeito numa redoma, formando uma campânula que afasta aliados que tiveram grande importância antes e durante a campanha, e que deverão fazer muita falta quando acabar a lua de mel com os que hoje, por conveniência, ainda distribuem sorrisos, dão tapinhas nas costas e o chamam de “meu prefeito”.
Talvez não haja mais tempo para tal nem interesse em reagrupar os guerreiros da linha de frente, mas não é tarde para perceber que uma coisa é dirigir um carro com capacidade para quatro passageiros e outra, muito deferente e mais complexa, é pilotar um Airbus A380.