Política

24/09/2026 - 15:10

Benedita faz discurso emocionante em encontro histórico com artistas no Rio

Diante do presidente Lula e de artistas reunidos na Fundição Progresso, no Centro do Rio, na noite desta quarta-feira (22), a candidata ao Senado pelo Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT), defendeu alianças entre diferentes forças políticas para enfrentar a atuação de milícias e do crime organizado no estado. Ela convocou o setor cultural a apoiar os acordos políticos conduzidos pelo presidente no Rio e afirmou: “Não existe aliança com os iguais. As alianças se fazem com os diferentes”.

A candidata falou de comunidades dominadas pelo crime e convoca fazedores de cultura a seguir acordos políticos conduzidos pelo presidente Lula no Rio – Foto: Renan Nascimento

 “Nós precisamos assinar embaixo dos acordos feitos por nossa liderança. Líder é pra liderar, não é pra obrigar, não é pra colocar à força nada, mas líder é para liderar. E o meu líder, Luiz Inácio Lula da Silva, está também esperando de nós, do estado do Rio de Janeiro, o nosso gesto”, convocou. 

Benedita relacionou a necessidade de união política à situação de moradores que vivem sob o controle de grupos criminosos. “O estado do Rio de Janeiro está à mercê da bandidagem, está à mercê das milícias, está à mercê, nós sabemos perfeitamente bem, dos comandos”, declarou.

A candidata destacou as restrições impostas à população, como toque de recolher, controle sobre a compra de gás e a contratação de internet, além de limitações à circulação nas comunidades. “Tem mulheres que não conseguem comprar o gás que querem porque estão sob o domínio dos bandidos”, afirmou. “É pra eles que nós estamos aqui.”

Ao defender a reeleição de Lula, Benedita disse que o compromisso coletivo exige abrir mão de interesses individuais. “Eleger o presidente Lula significa também sacrificar os nossos anseios e desejos pessoais.”

Em uma passagem pessoal, a candidata afirmou que poderia estar em casa com os netos e bisnetos, mas que a situação política exige sua participação. “Não é possível que o meu desejo de estar na minha casa com os meus bisnetos, com os meus netos, possa ser maior do que entregar esse país nas mãos desses fascistas, nas mãos dessa direita radical extremista.”

Benedita também fez um apelo para que os artistas considerem as condições de vida de seu público. “A cultura tem poder, a cultura é forte, a cultura pode, a cultura deve, neste momento, pensar em quem é a sua plateia. Tem que pensar na sua plateia.”