Mandato-tampão Rio: Quanto mais tempo o STF levar para decidir sobre eleição melhor para Eduardo Paes, avaliam adversários

● Elizeu Pires

Foto: Reprodução

O entorno do pré-candidato do PSD, Eduardo Paes (foto) está torcendo para que o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, fique como governador interino o maior tempo possível, de preferência até as eleições de outubro.

Os próprios aliados de Paes não escondem isso, e integrantes do grupo adversário avaliam a mesma coisa. Na visão deles, quanto mais tempo o STF levar para concluir o julgamento dos recursos contra a votação indireta pela Alerj, melhor para Eduardo, que, segundo entendem, “teme enfrentar um adversário que esteja pilotando a máquina administrativa”.

Eleito presidente da Alerj, o pré-candidato PL, Douglas Ruas, é o substituto legal do ex-governador Claudio Castro, goste ou não o pessoal de Eduardo Paes, e prevalecendo a renúncia, não cassação como os deputados do PSD defendem, a eleição terá de ser indireta, o que favoreceria, em tese, Ruas, que está pleiteando no Supremo Tribunal Federal o direito de ser empossado logo como governador interino.

Indecisão – A decisão sobre a eleição para o mandato-tampão era para ter saído no dia 9 deste mês, mas o ministro Flávio Dino interrompeu o julgamento com pedido de vista, quando o placar estava 4 x 1 pela votação indireta. Dino – que defende eleição direta, por entender que Castro teria renunciado para evitar a cassação e assim assegurar a escolha indireta – pediu prazo para decidir, alegando que precisava esperar pela publicação do acórdão do julgamento que tornou Claudio Castro, para então proferir seu voto. A publicação foi na noite de ontem (23) e o texto não traz nenhuma novidade.

O acórdão diz  que Castro não teve o mandato cassado, já que renunciou antes de a análise ser concluída, e não faz nenhuma referência à eleição sobre a forma que se dará a eleição para o mandato-tampão.

Dino prometeu que devolveria o processo para julgamento assim que o acórdão fosse publicado, mas ninguém acredita que isto ocorra na próxima semana.