● Elizeu Pires

As exonerações que o governador interino, desembargador Ricardo Couto está fazendo, trocando peças-chaves na máquina do estado e exonerando o que vê como excesso, vem agradando, em muito, aos que acompanham de perto o funcionamento da máquina administrativa, mas não tanto quanto aos que orbitam em torno da “estrela” Eduardo Paes (PSD), que anda com o nariz muito mais empinado que antes, e rindo de orelha a orelha com o fato de a estrutura que beneficiaria seu potencial adversário estar ruindo.
Paes está feliz da vida com a última pesquisa de intenção de votos divulgada quinta-feira (23), apontando ele com 53% da preferência do eleitorado, o que seria um massacre sobre o segundo colocado, a prevalecer os 13,25% conferidos no levantamento ao agora presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), que reivindica o direito de assumir o governo até a eleição para o mandato-tampão, que pode ser direta, indireta ou até mesmo não acontecer, se os ministros do STF encontrarem um jeito de manter o interino até o pleito de outubro, o que poderia ser bom para o estado, mas ótimo para aquele que se coloca como o último biscoito do pacote.
Acompanhado desde sempre por um grupo denominado pelos adversários como “os garotos de ouro do Paes”, o hoje ex-prefeito do Rio passou a descobrir recentemente o interior do estado – montando a cavalo e ordenhando vaca -, mas se perderia se fizesse uma caminhada pela Baixada Fluminense sem um guia de uma região por ele sempre foi olhada à distância, agora percebida de grande importância por conta de seus quase três milhões de eleitores.
De acordo com o levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas, registrado do TSE sob o número n.º RJ-04997/2026, no qual foram entrevistados 1.680 eleitores, entre os dias 21 e 23 de abril, Paes é seguido de longe por Ruas, e depois, bem depois, aparecem Wilson Witzel (3,6%), André Marinho (2,8%), Bombeiro Rafa Luz (2,1%) e Willian Siri (1%).
A pesquisa tem uma margem de erro de 2,4 pontos percentuais para mais ou para menos, nível de confiança de 95%. 15,2% declararam votar nulo ou em branco e 8,5% responderam que ainda não sabem em quem vão votar ou não opinaram.
Por agora está tudo caminhando do jeito que Paes e o PSD querem.