Guapimirim prepara demissão de 110 trabalhadores

O prefeito Marcos Aurélio Dias está optando por demitir quem trabalha Prefeito vai desempregar quem realmente trabalha e ganha o mínimo por mês, mas poupará comissionados que estariam recebendo sem trabalhar

Alegando necessidade de ajustar as contas da Prefeitura, o prefeito de Guapimirim, Marcos Aurélio Dias vai demitir nos próximos dias pelo menos 110 servidores temporários, pessoal de apoio remunerado com salário mínimo. Entretanto, continuará mantendo ocupantes de cargos comissionados, que estariam recebendo vencimentos regularmente sem a efetiva prestação de serviço. Denúncia nesse sentido foi encaminhada por uma fonte ligada ao governo, que enviou ao elizeupires.com a lista completa dos contratados a serem demitidos, além de documentos relacionados a compras feitas pelos setores de Saúde e Educação, pastas que reúnem o maior volume de recursos financeiros e vem sendo alvos de denúncias de supostas irregularidades.

Guapimirim corre atrás de R$ 30 milhões

Marcos Aurélio não abre a caixa-preta dos gastos, quer encher o cofre, mas não diz o que vai fazer com a grana Prefeitura cobra, mas não mostra o que faz com o que arrecada. O capenga Portal de Transparência está fora do ar há quase um mês

A inadimplência dos contribuintes com a Prefeitura de Guapimirim, segundo estimativa da Secretaria de Fazenda, chega a R$ 30 milhões e é exatamente atrás disto que a municipalidade está correndo atrás. Um programa de regularização fiscal oferece descontos entre 10% e 80% nos juros e multas sobre os valores principais devidos, inscritos ou não na Dívida Ativa. O benefício vai até o dia 10 de agosto, mas o problema é que a gestão do prefeito Marcos Aurélio Dias não mostra o que faz com o dinheiro público e também vem dando um verdadeiro calote em fornecedores e prestadores de serviços, pagando apenas a uns poucos, empresas selecionadas por seus “conselheiros”.

Prefeito de Itaguaí sabia do excesso de material escolar

Wesley foi alertado pelo TCE duas vezes em 2015 sobre compra de itens para a rede municipal de ensino Em abril de 2015 o TCE pediu informações sobre compras uniformes, tênis e correlatos. Duas das empresas fornecedoras venderam recentemente mais de R$ 4,5 milhões em itens semelhantes para a Prefeitura de Guapimirim

Embora tenha levado mais de um ano para tomar providências e buscar o destino dado a uniformes e materiais escolar comprados pela Prefeitura de Itaguaí entre 2013 e 2014, na gestão do prefeito Luciano Mota - que teria gasto cerca de R$ 10 milhões na aquisição de itens para atender a demanda do setor de Educação - o atual prefeito de Itaguaí, Wesley Pereira sabia desde abril de 2015 que poderia haver algo de errado com esses fornecimentos. No ano passado, em duas oportunidades, ele foi alertado pelo Tribunal de Contas que pediu cópias dos contratos firmados para essas compras, entre eles dois assinados com a empresa VER 55, que juntamente com a VMGMar Comercial (ambas tendo o comercio de material de informática como atividade econômica principal), venderam recentemente mais de R$ 4,5 milhões de itens idênticos para a Prefeitura de Guapimirim.

Paracambi não diz quanto arrecada nem quanto gasta

Tarciso não mostra as contas como determina a legislação Contas públicas são mantidas em segredo. Acesso à informações garantido por lei somente com senha

De acordo com a legislação as contas públicas, receitas e gastos dos governos federal, estadual e municipal devem ser disponibilizadas de forma clara nos portais de transparência para facilitar o controle social, mas parece que isso não vale para o município de Paracambi, na Baixada Fluminense, onde o prefeito Tarciso Pessoa (PT) não mostra os números de jeito nenhum. No site oficial da Prefeitura não há nada sobre os gastos com prestadores de serviços ou fornecedores e para conferir os relatórios de gestão é preciso senha, uma exigência ilegal, uma vez que o acesso tem de ser livre, pois as contas, como o próprio nome já diz, são públicas. Assim os contribuintes ficam sem saber, por exemplo, onde e em que foram gastos os repasses feitos pelo governo federal entre janeiro de 2009 e 30 de abril deste ano, que somam mais de R$ 440 milhões.

Aposentados de Meriti receberão até sexta-feira

O prefeito Sandro Matos diz que está resolvendo o passado Serão pagos os proventos de novembro, décimo terceiro de 2015 e os meses de janeiro, fevereiro e março de 2016. O dinheiro começa a ser liberado nesta quarta-feira

Há alguns meses liquidando com atraso os proventos dos aposentados e pensionistas por conta na crise financeira que reduziu a receita de todos os municípios da região, a Prefeitura de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, confirmou a quitação de cinco folhas de pagamento até a próxima sexta-feira. O anúncio foi feito nesta tarde pelo prefeito Sandro Matos e o pagamento começa a ser feito amanhã, sendo regularizado os vencimentos de novembro 2015, 13º 2015 e os meses de janeiro, fevereiro e março de 2016 devidos a 670 aposentados e 380 pensionistas.

Empresas de informática venderam uniformes para Guapimirim

Rui Aguiar, secretário de Educação, comanda a distribuição dos itens comprados pela Prefeitura como se fosse um espetáculo E também material escolar. Ao todo foram gastos mais de R$ 4,5 milhões em duas firmas do Sul Fluminense, que disponibilizam o mesmo número de telefone em site sobre CNPJs

Localizada na Rua Coronel Manoel Bernardes, 115, em Paty do Alferes, a empresa VER 55 Comércio e Serviços não é uma indústria de roupas, muito menos de sapatos, tênis ou meias. Pelo menos é isso que revela seu cadastro na Receita Federal, onde registrou como atividade econômica principal o “comércio atacadista de equipamentos de informática”. Entretanto a empresa vendeu uniformes escolares, milhares de pares de tênis e meias para a Prefeitura de Guapimirim pelo total de mais de R$ 2,8 milhões, fornecimento contratado através de processo licitatório dividido em lotes e que, de acordo com representantes de algumas empresas interessadas no negócio, não teria sido muito divulgado.

Bairro vira foco de doenças em Nova Iguaçu

Cristiane Rodrigues não sabe mais a quem pedir ajuda E administração municipal mão está nem aí

Moradores da Travessa Maurílio, no bairro Rancho Novo, em Nova Iguaçu, estão convivendo com um antigo problema de saneamento básico na região. É que uma ponte sobre a Rua Dona Eulália está obstruindo o fluxo d’água e transformou o que deveria ser um rio numa enorme piscina de esgoto. Os moradores dizem que não sabem mais a quem pedir socorro, já que a secretária de Obras, Carla Maria Lopes Neves, esteve no local mais de 10 vezes e prometeu uma solução, mas até hoje nada fez. Contam ainda que o prefeito Nelson Bornier esteve por lá em novembro do ano passado e também garantiu que o problema seria solucionado, mas já se passaram sete meses e a população continua convivendo com a proliferação de roedores e insetos, como o mosquito aedes aegypti, que já vitimou diversos moradores da região.

Transporte caro demais em Porto Real

Pelo valor do edital a Prefeitura pagaria mais de R$ 440 mil por cada um dos seis ônibus locados (Fotos;Divulgação/PMPR) Distâncias pequenas a preço de longas viagens

O município de Porto Real, no Sul Fluminense, está a 42 quilômetros de Volta Redonda, percurso que pode ser percorrido em até 40 minutos em ônibus direto; a 24,2 de Barra Mansa e a 21,2 da cidade de Resende, mas as viagens feitas pelos ônibus que transportam estudantes universitários matriculados em instituições localizadas nessas três cidades estão custando caro aos contribuintes portorealenses. Pelo menos foi a esta conclusão que o Tribunal de Contas do Estado chegou, apontando preço acima do praticado no mercado. Tanto é assim que a corte de contas do estado do Rio de Janeiro suspendeu o edital de licitação para a contratação do serviço, no valor total de mais de R$ 2,6 milhões, no período de um ano, muito dinheiro por seis ônibus e para o transporte de cerca de 200 pessoas por dia.

E a praça volta a ser do povo em Piabetá

O povo fez festa para receber de volta a praça 7 de Setembro Sem os quiosques que havia sido ampliados irregularmente e com o fim dos banheiros insalubres, o espaço tornou-se público novamente

Antes dominada por comerciantes que descaracterizaram o projeto original dos quiosques e passaram a tomar conta de mais da metade da área pública, a Praça 7 de Setembro, no centro de Piabetá, foi devolvida à população, mudando a paisagem na região central da localidade.

Dinheiro jogado no lixo em Nova Iguaçu

O Ford modelo 1997 está sem licença desde 2013, mas não só circula livremente - apesar do mau estado de conservação - como o seu dono ainda fatura da Prefeitura Prefeitura paga caro pela coleta, mas o serviço pesado é feito por "sucatas" que já deveriam ter sido descartadas há muito tempo, mas circulam livremente pelas ruas da cidade

Um contrato com a empresa Green Life Execução de Projetos Ambientais para a coleta do lixo em Nova Iguaçu (firmado em novembro de 2013), no valor inicial de R$ 18 milhões, beira hoje a casa dos R$ 40 milhões, mas, além do serviço precário, o que mais se vê nas ruas são velhos caminhões caçambas em um vai e vem constante entre o centro da cidade e a Central de Tratamento de Resíduos, localizada no bairro Adrianópolis. Enquanto a empresa fatura, o serviço pesado fica por conta dos ferros velhos ambulantes, montes de ferrugem sobre pneus "carecas", a maior parte com documentação vencida há muito tempo, até porque os veículos não conseguiriam passar pela vistoria do Detran no estado em que estão. As sucatas alugadas pelo município são registradas em nome de particulares e constam como à serviço da Empresa Municipal de Limpeza Urbana (responsável pela contratação e fiscalização do serviço) e da Companhia de Desenvolvimento de Nova Iguaçu (Codeni). Quanto elas custam e por que estão circulando quando deveriam ter sido jogadas no lixo, são respostas que a administração municipal precisa dar.